A desistência de Novak Djokovic do Masters 1000 de Madrid, confirmada nesta sexta-feira, abriu caminho para João Fonseca ser cabeça de chave num torneio desse nível pela primeira vez na carreira.
O brasileiro, que disputa hoje as quartas de final do ATP 500 de Munique, terá na pior das hipóteses a 33ª posição no ranking e herdará ao menos a condição de cabeça de chave 32 no evento espanhol, que começa na quarta-feira, dia 22.
A posição de Fonseca pode melhorar ainda mais dependendo dos resultados desta semana. Caso rivais como Arthur Fils, Denis Shapovalov e Tomas Machac percam em Munique e Barcelona — e o brasileiro siga avançando no torneio alemão, onde enfrenta Ben Shelton nas quartas —, Fonseca pode subir algumas posições entre os cabeças de chave.
Como cabeça de chave 32 a 25, o brasileiro terá ‘bye’ na primeira rodada e só estreará na segunda fase. Por outro lado, terá um dos oito principais favoritos no caminho já na terceira rodada. A chave será sorteada na segunda.
Djokovic não entra em quadra desde a derrota para Jack Draper nas oitavas de final de Indian Wells, em março. Desde então, desistiu de três Masters 1000 consecutivos: Miami, Monte Carlo e agora Madrid.
“Madrid, infelizmente não poderei competir no Madrid Open este ano. Estou continuando minha recuperação para voltar em breve. Hasta pronto!” escreveu o sérvio em suas redes sociais.
O número 4 do mundo citou uma lesão no ombro direito como motivo para a desistência de Miami e não jogou mais desde então. Ontem, durante um jogo de basquete da Euroliga, Djokovic já havia deixado em aberto sua participação.
O sérvio disputou apenas dois torneios em 2026 — o Australian Open, onde foi vice-campeão, e Indian Wells — e está na lista de inscritos do Masters 1000 de Roma, que começa em menos de três semanas. A expectativa é que Djokovic use o torneio italiano como preparação para Roland Garros.











