Paolini e Rybakina se unem a Sabalenka e também ameaçam boicote aos Grand Slams

A pressão sobre os Grand Slams ganhou novas apoiadoras nesta quarta-feira. Um dia depois de Aryna Sabalenka falar sobre a possibilidade de boicotar esses torneios, Jasmine Paolini e Elena Rybakina declararam publicamente que estão dispostas a aderir ao movimento caso os jogadores decidam parar.

Paolini, a número 8 do mundo e finalista de Roland Garros e Wimbledon em 2024, foi direta. “Se estivermos todas de acordo, e acho que estamos — homens e mulheres estão unidos agora —, é algo que poderíamos fazer,” disse a italiana numa coletiva em Roma. 

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“Há muitas coisas que os Slams não estão fazendo que a WTA e a ATP estão fazendo,” disse ela, citando benefícios como licença-maternidade e planos de aposentadoria que os torneios organizados pelas associações já oferecem, mas que os Grand Slams ainda não implementaram.

Rybakina, a número 2 do mundo, também foi taxativa. “Se a maioria decidir que vamos boicotar, que não vamos jogar, claro que eu estou dentro,” disse a cazaque. “Não é só sobre os Grand Slams e não é só sobre aumentar o prize money. Muita gente não sabe que há impostos altíssimos. Você recebe mais premiação, mas entrega tudo em impostos.”

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As declarações se somam ao que Sabalenka disse ontem, quando se tornou a primeira número 1 do mundo a falar abertamente num boicote. “Acho que em algum momento vamos boicotar os Grand Slams, sim. Sinto que é a única maneira que temos de lutar pelos nossos direitos,” disse a bielorrussa.

Já a americana Coco Gauff evitou falar em boicote e ressaltou a necessidade de união dos tenistas. “Pelo que vi em outros esportes, normalmente para conseguir progresso real em coisas assim, é preciso um sindicato,” disse ela. “Precisamos nos organizar de alguma forma. Conseguimos avançar mais como um coletivo.”

As ameaças de boicote vem depois de diversos tenistas do topo do ranking assinarem uma carta na segunda-feira expressando “profunda decepção” com a premiação de Roland Garros. Os jogadores afirmam que sua fatia da receita do torneio caiu de 15,5% em 2024 para 14,9% em 2026, mesmo com a organização anunciando um aumento de 9,5% na premiação total. A reivindicação é chegar a 22% da receita — percentual que os Masters 1000 já praticam.

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