Fils critica Masters 1000 de duas semanas: “É quase um Grand Slam”

Arthur Fils não poupou críticas ao formato estendido dos Masters 1000 após sua vitória de virada sobre Ignacio Buse pela segunda rodada do Masters de Madrid. 

O francês, campeão de Barcelona na semana passada, questionou abertamente a ampliação de alguns torneios da categoria para duas semanas — modelo que Madrid adota desde 2025 e que aumenta o tempo da competição para 12 dias.

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“Prefiro os torneios de uma semana. Duas semanas é demais, doze dias é quase como um Grand Slam,” disse Fils em entrevista ao L’Equipe. O francês de 21 anos apontou o que considera um desequilíbrio competitivo criado pelo formato. “No meio deste torneio, você tem Challengers 175 onde pode ganhar 200 pontos. Acho que não é bom para os jogadores.”

O alvo principal da crítica é a lógica por trás da mudança. Para Fils, a expansão beneficia os organizadores, não os atletas. “Talvez seja bom para os torneios, que ganham mais dinheiro com vendas de ingressos, mas para nós não é. Todo mundo ama os Masters 1000 como Monte Carlo ou Paris no fim do ano. Você joga uma semana e vai para outro torneio na semana seguinte.”

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Fils também destacou a carga acumulada no calendário de saibro, onde os jogadores enfrentam uma sequência densa de torneios antes de Roland Garros. O francês vive isso na pele: venceu Barcelona no domingo, viajou para Madrid e já precisou disputar um jogo de mais de duas horas contra Buse.

A opinião de Fils não é isolada. Diversos jogadores já manifestaram desconforto com o formato ampliado, argumentando que a diferença entre um Masters 1000 de 12 dias e um Grand Slam de 14 dias se tornou mínima — mas sem a mesma premiação e pontuação. 



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