Flavio Cobolli venceu Camilo Ugo Carabelli na segunda rodada do Masters 1000 de Madrid, mas, aparentemente, saiu de quadra com uma irritação maior do que a satisfação pelo resultado.
O italiano, 13º do mundo e 10º cabeça de chave, ficou revoltado com as condições da Quadra 4, uma das quadras exteriores da Caja Magica, e não poupou críticas.
Cobolli chamou o supervisor da ATP durante a partida para reclamar do estado do piso. “Tem que fazer alguma coisa com esta quadra, é impossível jogar aqui. Isto não é saibro, escorrega tanto que parece uma pista de hóquei no gelo,” disse o italiano, que perdeu a paciência em mais de um momento do jogo.
A reclamação de Cobolli não é isolada. As quadras exteriores de Madrid historicamente geram reclamações entre os jogadores, que frequentemente apontam diferenças significativas entre a superfície da Quadra Manolo Santana e das quadras secundárias.
A altitude de Madrid, aliada ao clima seco da capital espanhola, contribui para que o saibro seque mais rápido e perca aderência, tornando os deslizamentos — movimento fundamental no jogo sobre terra batida — mais imprevisíveis e perigosos.
Para Cobolli, a situação ganhou contornos pessoais por ele ter sido relegado a uma quadra periférica apesar de seu ranking e de ser cabeça de chave.











