A mudança de vida de Maja Chwalinska após a final de Roland Garros

A campanha de Maja Chwalinska em Roland Garros mudou a vida da jogadora — dentro e fora das quadras. 

A polonesa, que chegou a Paris como 114ª do mundo, sem patrocinadores e sem destaque na mídia, sai do torneio como vice-campeã, com um salto de 93 posições no ranking, ganhos financeiros que praticamente triplicaram seus rendimentos de carreira e uma fila de marcas querendo se associar a ela.

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A transformação no ranking é o dado mais visível: de 114ª, Chwalinska saltou para a 21ª posição, melhor marca da carreira e às portas do top 20. 

Mas o impacto financeiro é ainda mais expressivo. Antes de Roland Garros, a polonesa havia acumulado cerca de US$ 864 mil em premiações em toda a carreira. Só com o vice-campeonato em Paris, embolsou US$ 1,6 milhão — quase o dobro de tudo o que havia ganhado desde que estreou no circuito profissional, em 2015.

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A precariedade da situação anterior ficou exposta durante o próprio torneio. Chwalinska revelou que, antes de uma empresa polonesa intervir, não tinha dinheiro para prolongar a estadia no hotel em Paris após a campanha surpreendente. A patrocinadora Oshee, marca polonesa de nutrição esportiva, pagou sua hospedagem. Repórteres também notaram que a polonesa trocava de uniforme a cada rodada, com logos diferentes — ao que ela respondeu com bom humor: “Não tem história nenhuma, de verdade. Eu não tenho patrocínio. Acho que essa é a história.”

Agora, o cenário é outro. Após chegar às quartas de final, a equipe de Chwalinska recebeu cerca de 20 propostas de patrocínio — mas prefere agir com cautela para tomar a decisão certa. “Ninguém está disposto a apostar em você quando está em 114º no mundo”, resumiu, sobre o período anterior ao torneio.

Em entrevista ao programa polonês Fakty po Faktach após retornar ao país, Chwalinska deixou claro onde pretende aplicar os recursos. “Acho que também se trata de investir em pessoas. A partir de agora, vou poder levar dois treinadores em vez de um, de forma mais regular, como fiz até agora,” disse. Ela revelou que Roland Garros foi o primeiro torneio em que pôde levar uma equipe mais completa — algo que pretende manter.

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A polonesa, natural de Dabrowa Gornicza, cidade industrial do sul da Polônia, perdeu a final para Mirra Andreeva por 6/3 e 6/2.



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