Jannik Sinner vive um ano de grandes conquistas e aproveitou a pausa pós-Wimbledon para olhar para dentro. Em entrevista ao jornal italiano Il Secolo XIX, o número 1 do mundo falou sobre presente e futuro, a importância da família e o legado que deseja deixar além dos títulos.
Aos 24 anos, o italiano soma cinco troféus de Grand Slam e já ultrapassou 80 semanas no topo do ranking. Mesmo com esse currículo, mantém o discurso longe da busca por recordes e reforça uma ambição mais humana: fazer bem a quem o acompanha dentro e fora da quadra.
No curto prazo, a cabeça está nas quadras rápidas. “Já estamos preparando a segunda metade da temporada e a volta ao piso duro. Os primeiros sete meses passaram voando e tivemos ótimos resultados. Defender o título em Wimbledon foi um momento muito especial para todos nós”, disse.
Além do bicampeonato na grama de Londres, Sinner venceu todos os Masters 1000 que disputou no ano até aqui. Agora, a decisão passa por administrar a carga antes do US Open. Toronto e Cincinnati estão no radar, mas a equipe ainda avalia se joga os dois ou se enxuga o calendário para chegar inteiro a Nova York.
Na conversa, Sinner falou sobre suas origens. Nascido em San Candido, no Tirol do Sul, ele deixou a casa aos 13 anos para treinar em Bordighera sob a direção de Riccardo Piatti, uma mudança que trocou as montanhas de infância pelo mar da Ligúria. “O mar é lindo. A Itália tem uma sorte enorme: mar, lagos, montanhas e ilhas, paisagens muito diferentes e riquíssimas”, comentou.
Essa conexão o ajuda a desligar da rotina intensa do circuito. “O mar sempre me passou férias, relaxamento, tranquilidade e beleza. Com a Explora Journeys posso viver isso de um jeito diferente, a bordo de um navio, imerso no mar e cercado pela natureza”, contou.
Entre a busca por limites e pausas necessárias, Sinner diz tentar equilibrar tudo com naturalidade. “A gente sempre tenta dar o máximo e buscar excelência em tudo o que faz. Dá para dizer que nunca paramos. Mas também somos italianos e sabemos aproveitar as coisas boas da vida: um bom jantar, uma viagem para um lugar novo, o tempo com quem a gente ama.”
O papel da família aparece como base de tudo. Ele repete com frequência o quanto os pais foram decisivos para sua formação, sem transformar expectativas em peso. “Tenho muita sorte de ter os pais que tenho. Eles sempre me ajudaram e me apoiaram, sem nunca me pressionar”, afirmou.
Mesmo tão jovem, a conversa inevitavelmente esbarra no legado. Já o maior vencedor italiano da história, com cinco Slams e dez Masters 1000, Sinner vê Roland Garros como o único elo que falta para completar o Career Grand Slam. Ainda assim, prefere colocar as pessoas à frente das estatísticas. “Tenho só 24 anos, não é fácil responder a isso. Mais do que os resultados, gostaria que me lembrassem pelo tipo de pessoa que sou e pelos valores que recebi dos meus pais”, disse.











