ATP de Buenos Aires é vendido e deve mudar de piso

O ATP 250 de Buenos Aires, onde João Fonseca foi campeão em 2025, está prestes a mudar de dono – e, futuramente, de superfície. Segundo o jornal argentino La Nación, a venda do torneio à própria ATP já está aprovada, e só falta a assinatura do contrato, que vinha sendo adiada por questões tributárias do calendário no hemisfério norte e deve ser resolvida nas próximas semanas.

O torneio, que pertencia à empresa Tennium desde 2017, passará às mãos da ATP em uma operação financiada por fundos sauditas. A entidade que administra o tênis masculino, no entanto, manterá um contrato com a Tennium para que a empresa siga operando o evento por pelo menos cinco anos. 

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O torneio também permanecerá no Buenos Aires Lawn Tennis Club, cujo contrato vigora até 2033 – e cuja quadra central completará 100 anos de construção em outubro.

A mudança mais significativa, porém, virá depois. Por enquanto, o Argentina Open não vai mudar nem a superfície nem a categoria, mas isso deve acontecer a partir de 2029. O plano da ATP é valorizar o ativo, elevando o torneio de categoria 250 para 500 e transformando-o num evento disputado em quadras duras – abandonando o tradicional saibro sulamericano. A medida se alinha ao desejo do Rio Open, que há tempos busca migrar para o piso rápido para atrair jogadores de ranking mais alto.

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O movimento faz parte de uma reformulação maior do circuito. Tudo gira em torno do novo Masters 1000 da Arábia Saudita, anunciado para estrear em 2028 – e que será disputado na primeira semana de fevereiro, com sete dias de duração e participação não obrigatória. Como o torneio saudita coincide com o período da gira sul-americana (Buenos Aires, Rio de Janeiro e Santiago), o calendário precisará ser reorganizado.

A ATP também vem buscando eliminar eventos de nível 250, promover torneios para a categoria 500, encurtar a temporada para dar mais descanso aos jogadores e concentrar a atenção nos eventos que distribuem mais pontos e dinheiro: os Grand Slams e os Masters 1000 – atualmente nove, com o décimo previsto para 2028.

Nessa reorganização, dois torneios mexicanos correm risco de sair do calendário: o ATP 500 de Acapulco e o ATP 250 de Los Cabos, ambos disputados em quadras duras. O fundo soberano saudita PIF, que financia a operação, já é patrocinador oficial do ranking da ATP e sócio de torneios como Indian Wells, Miami, Madri, Pequim e o ATP Finals de Turim.

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O anúncio oficial do calendário de 2028 está previsto para agosto deste ano. Para o tênis sul-americano, a transformação representa uma mudança de era: o saibro, superfície histórica da região, pode dar lugar ao piso rápido nos principais torneios do continente.



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