Alexander Zverev não pretende se contentar com o primeiro Grand Slam da carreira.
Em entrevista à Eurosport Alemanha, o número 3 do mundo revelou detalhes da comemoração do título de Roland Garros e deixou claro que ainda persegue objetivos maiores — incluindo a posição de número 1 do mundo, a única grande meta que falta em seu currículo.
Sobre a celebração, o alemão foi econômico nos detalhes, mas confessou que a festa durou até o amanhecer. “Comemoramos até as 7h da manhã, porque a partir das 11h eu tinha compromissos: fotos com a taça e entrevistas,” disse. “A terça-feira foi o único dia um pouco livre. Na quarta de manhã voei para cá e mais tarde voo para Halle. Agora preciso descansar, voltar à minha vida cotidiana e me preparar com calma para um torneio. Fiz tantas coisas que ainda nem penso em Halle.”
A declaração mais reveladora veio quando Zverev falou sobre o que ainda quer conquistar.
“Uma vitória em Grand Slam geralmente ajuda. Acho que estou em melhor forma do que no ano passado e também posso fazer algo em Wimbledon,” disse. “Espero que agora algo tenha destravado e eu possa seguir em frente. Ainda tenho um objetivo que não alcancei: o número 1 do mundo. Ficaria encantado se conseguisse, mesmo que por uma semana. Também não ganhei muitos grandes títulos — venci um Grand Slam e ainda tenho muito pela frente. Quero continuar trabalhando nos meus sonhos.”
O alemão também fez questão de destacar o valor de ter conquistado o título ao lado da família, em referência à equipe técnica comandada pelo pai.
“Conquistamos tudo juntos, embora também tenhamos passado por altos e baixos. É fácil dizer que, se algo não funciona, basta trocar de treinador — isso é fácil demais para mim”, disse. “Às vezes você também tem que assumir a culpa e ser realista. Se o corpo não acompanha, não acompanha. Você não precisa trocar de treinador a cada dois meses. Eu não sou assim.”










