Entenda a lesão que Alcaraz sofreu no pulso

A confirmação de que Carlos Alcaraz está fora de Roma e Roland Garros trouxe consigo a pergunta inevitável: o que exatamente o espanhol tem no pulso? 

O jornalista Ángel García, da rádio COPE, revelou detalhes sobre o diagnóstico no programa El Partidazo: Alcaraz sofre de uma inflamação na bainha tendinosa do pulso direito — uma lesão conhecida como tenosinovite.

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A tenosinovite é uma das lesões mais comuns no tênis, causada pelo movimento repetitivo de rotação do pulso ao golpear a bola, especialmente para gerar potência e efeito. 

A dor se concentra na região lateral do polegar da mão afetada, o que dificulta até mesmo segurar a raquete de forma adequada. No caso de Alcaraz, a segunda bateria de exames, realizada uma semana após a lesão, mostrou uma inflamação importante na articulação. 

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“É só uma inflamação. Não há ruptura, é dolorosa, mas é certo que se jogasse Roland Garros se arriscava a romper o tendão e ter algo mais sério,” explicou García.

A lesão surgiu durante a vitória de estreia sobre Otto Virtanen no ATP de Barcelona, no dia 14 de abril, quando Alcaraz recebeu tratamento no pulso e antebraço direitos ainda em quadra. No dia seguinte, desistiu do torneio. Na cerimônia do Laureus, em Madrid, na segunda-feira, o espanhol foi fotografado com o pulso imobilizado por uma tala. 

O tratamento escolhido por Alcaraz e sua equipe é conservador: gelo para reduzir a inflamação, imobilização com tala, repouso total da mão e medicação oral para controlar a dor. É o mesmo caminho que Rafael Nadal adotou quando sofreu uma lesão muito semelhante no pulso. Nadal ficou afastado exatamente dois meses na ocasião.

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Esse prazo é justamente o que a equipe de Alcaraz tem como referência. A lesão ocorreu em meados de abril, o que colocaria um possível retorno por volta de meados de junho — a tempo do torneio de Queen’s (início em 16 de junho) e de Wimbledon (a partir de 30 de junho). 

“Se Carlitos voltasse em Queen’s, teria ficado exatamente 62 dias fora,” calculou o jornalista.

O problema, no entanto, é que a tenosinovite não tem um prazo fixo de recuperação. A evolução é acompanhada semana a semana, avaliando a resposta do organismo ao tratamento e a sensação do próprio jogador. 

Os dois meses, portanto, são mais uma meta do que uma certeza. Especialistas indicam que o tempo habitual de afastamento para esse tipo de lesão no pulso varia entre dois e três meses, o que significa que Alcaraz pode não estar pronto nem mesmo para Wimbledon, com o retorno podendo se estender até agosto e a temporada de quadra dura nos Estados Unidos. 

Segundo García, o espanhol está “totalmente convencido de que vai voltar mais forte do que antes” e planeja trabalhar intensamente toda a parte física — mobilidade, condicionamento, fortalecimento — enquanto preserva o pulso. 

O próprio Alcaraz declarou no início da semana: “Prefiro voltar um pouco mais tarde, mas em ótima forma, do que voltar rápido e arriscar piorar esta lesão. Tenho uma longa carreira pela frente, então não tenho medo de perder o que for preciso para me recuperar da melhor forma possível.” 



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