Aryna Sabalenka elevou o tom na disputa entre tenistas e organizadores dos Grand Slams por conta da premiação. Em coletiva no Masters 1000 de Roma, a número 1 do mundo disse que um boicote aos principais torneios do circuito pode se tornar realidade caso as negociações em curso não avancem.
“Quando você percebe os números que eles geram e vê o que os jogadores recebem… o show somos nós que fazemos. Sem nós, não haveria torneio, não haveria entretenimento,” disse Sabalenka. “Sem dúvida, merecemos receber um percentual maior. Só espero que toda a negociação que estamos tendo chegue em algum momento à decisão correta, a uma conclusão com a qual todos fiquem felizes.”
A bielorrussa foi direta sobre a possibilidade de uma ação mais radical. “Acho que em algum momento, talvez, vamos boicotar os Grand Slams, sim. Sinto que é a única forma que temos de lutar pelos nossos direitos. Não há outra.”
As declarações de Sabalenka vem dias depois de Jannik Sinner, Carlos Alcaraz, Alexander Zverev e dezenas de outros jogadores terem assinado uma carta formal à Federação Francesa de Tênis expressando “profunda decepção” com a premiação de Roland Garros para 2026.
Os jogadores reivindicam 22% da receita dos Grand Slams — percentual que os Masters 1000 já praticam. Já Roland Garros, que faturou € 395 milhões em 2025, paga cerca de 14% das receitas aos tenistas.
Perguntada sobre o peso de sua opinião nessas negociações, Sabalenka mostrou cautela, mas firmeza.
“Estou tentando não pensar demais nisso, porque agora estamos dando o nosso melhor, fazendo o que podemos. Vamos ver até onde conseguimos chegar, se será necessário que as jogadoras cheguem a um boicote,” disse ela. “Hoje em dia, acho que nós, as mulheres, podemos nos reunir, ficar juntas e apostar nisso, porque estamos vendo coisas que são muito injustas para as jogadoras. Em algum momento vamos chegar a isso, acredito.”











