Djokovic projeta confronto contra Fonseca em Roland Garros

Novak Djokovic comentou sobre seu confronto contra João Fonseca na terceira rodada de Roland Garros, que marcará o primeiro duelo entre os dois tenistas – um jovem talento começando a carreira e uma lenda do esporte com 24 títulos de Grand Slam.

“Fonseca recebeu muitos elogios nos últimos dois anos. Acho que seu potencial e sua qualidade como jogador estão fora de qualquer dúvida,” disse Djokovic numa coletiva de imprensa. “Ele tem um apoio tremendo, o do público brasileiro, e é um tenista que gosta de jogar nos grandes palcos, que cresce nas grandes arenas, que desfruta das sessões noturnas.”

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Fonseca avançou para a terceira rodada depois de uma virada impressionante contra Dino Prizmic na segunda rodada; já Djokovic teve que suar a camisa num jogo de quatro sets contra o francês Valentin Royer. 

Na coletiva, Djokovic lembrou partidas importantes de Fonseca recentemente. “Ele jogou uma grande partida contra Sinner em Indian Wells, ganhou de Rublev em sets diretos na Austrália… está claro que pode dar o salto nos grandes jogos e tirar sua melhor versão, com golpes muito potentes,” disse o sérvio.

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Djokovic disse ainda que a partida deve ser exigente em termos físicos, com trocas longas. “Não sei se jogarei de noite ou de dia, isso também vai determinar a maneira como coloco diversos aspectos em cima da mesa – pelo tipo de quique da bola, velocidade da quadra e assim por diante.”

O sérvio também usou a coletiva para fazer uma cobrança direta à organização de Roland Garros sobre a ausência de um protocolo para o calor extremo. “Não entendo por que não têm essa regra contra o calor. Eu não sabia, achava que havia uma em todos os Grand Slams, mas alguém me disse que Roland Garros não tem,” disse Djokovic. 

“Fechar o teto para combater o calor não seria justo com os outros jogadores nas quadras externas. Por que fecharia a Central e o resto do mundo teria que continuar jogando no sol? Não concordaria, apesar de que, claro, seria ótimo jogar com o teto fechado num dia tão quente.”

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Djokovic citou o exemplo do Australian Open como modelo a ser seguido. “É algo que já experimentamos na Austrália nos últimos anos, com atrasos de uma, duas ou três horas até que o índice baixe a níveis aceitáveis. É algo justo. Isso não deveria ser problema nos Slams, com tantas quadras. Temos iluminação. Quadras enormes. Você pode jogar todos os jogos em outras quadras, em outras condições.”



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