Roland Garros provocou um terremoto no ranking da WTA. O segundo Grand Slam da temporada, marcado pela queda de quase todas as favoritas, deixou a disputa pelo número 1 do mundo completamente aberta e gerou movimentações significativas tanto no top 10 quanto na parte média do ranking.
Aryna Sabalenka segue como número 1 do mundo, mas com a vantagem drasticamente reduzida. A bielorrussa, finalista em Paris no ano passado, defendia uma enorme quantidade de pontos e a eliminação nas quartas de final para Diana Shnaider lhe custou mais de 800 pontos.
Mesmo assim, os resultados acumulados nos WTA 1000 mantêm Sabalenka na liderança — agora com uma margem inferior a 1.000 pontos sobre Elena Rybakina, distância pequena considerando que a temporada de grama está prestes a começar.
Rybakina, por sua vez, desperdiçou a chance de pressionar ainda mais a líder. A cazaque caiu precocemente na segunda rodada para Starodubtseva, resultado que não lhe custou muitos pontos — defendia apenas as oitavas do ano passado — mas representou uma oportunidade perdida de se aproximar do topo.
A grande beneficiada do torneio é Mirra Andreeva. A campeã sobe três posições e se torna a nova número 6 do mundo, perto de seu melhor ranking histórico e a apenas 300 pontos do quarto lugar.
A maior prejudicada é Coco Gauff. A americana, que defendia o título conquistado em 2025, viu a campanha terminar na terceira rodada diante de Anastasia Potapova. Gauff perde 1.870 pontos e três posições, caindo para o sétimo lugar. Jessica Pegula e Amanda Anisimova aproveitam para ganhar uma posição cada, assumindo o quarto e o quinto lugares, respectivamente.
Fora do top 10, o destaque é Maja Chwalinska. A polonesa, que chegou à final vinda do qualifying, protagoniza uma subida espetacular de 93 posições e se coloca como número 21 do mundo, às portas do top 20.
Marta Kostyuk também estreia o melhor ranking da carreira: a ucraniana, semifinalista, sobe três posições e chega ao 12º lugar. Diana Shnaider, a outra semifinalista, salta sete posições e se estabelece como número 16.
Entre as melhores progressões da semana, destacam-se ainda Maria Sakkari (+12), Olynykova (+14) e a francesa Diane Parry (+37), que chega ao 55º lugar e se aproxima do top 50, confirmando a recuperação após temporadas marcadas por problemas físicos.










