João Fonseca volta à quadra nesta quarta-feira em busca de uma vaga na terceira rodada de Wimbledon – e, de quebra, de uma revanche contra um tenista que o derrotou recentemente.
O brasileiro, cabeça de chave 24, enfrenta o holandês Jesper de Jong, 73º do mundo. O jogo será o terceiro da quadra 3 do All England Club, com início previsto para não antes das 10h30 (horário de Brasília) – podendo atrasar conforme a duração das partidas anteriores. A transmissão no Brasil é da ESPN e do Disney+.
Fonseca e De Jong se enfrentaram uma única vez no circuito, na estreia do Challenger de Estoril, em 2025, no saibro. Na ocasião, o holandês levou a melhor por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/5. Aquela foi a única derrota de Fonseca em 11 jogos de nível Challenger naquela temporada, o que dá ao reencontro o caráter de acerto de contas – agora num Grand Slam e numa superfície diferente.
De Jong chega à segunda rodada após uma maratona. O holandês de 26 anos precisou de dois dias para superar o australiano Rinky Hijikata: o jogo foi interrompido na segunda-feira, com o australiano em vantagem, e retomado na terça, quando De Jong conseguiu a virada e venceu por 3 sets a 2.
Próximo de seu melhor ranking (71º, alcançado em janeiro), o holandês ainda busca o primeiro título de ATP – foi vice em Bastad em 2025 – e tem na grama um retrospecto modesto, com 6 vitórias em 18 jogos no nível profissional.
Fonseca, por sua vez, vem embalado. O carioca estreou com autoridade ao despachar o experiente Roberto Bautista Agut por 3 sets a 0, conquistando sua primeira vitória na grama em 2026 e mostrando solidez nos momentos decisivos.
Antes disso, viveu a melhor campanha da carreira em Grand Slams, chegando às quartas de final de Roland Garros – na melhor performance de um brasileiro num Major desde Guga em 2004.
Fonseca defende a terceira rodada alcançada no ano passado, sua melhor campanha em Wimbledon, e precisa vencer para não perder terreno no ranking. Caso avance, o brasileiro enfrentará na terceira rodada o vencedor do duelo entre o holandês Botic van de Zandschulp e o russo Roman Safiullin.
Mais adiante, o caminho pode reservar nomes como Novak Djokovic – numa reedição do duelo de Paris.












