O primeiro título da temporada devolveu a Stefanos Tsitsipas algo mais valioso do que um troféu: a confiança e a certeza de que seu nível ainda existe.
Campeão do ATP de Gstaad após superar o belga Raphael Collignon na final, o grego aproveitou o momento para estabelecer metas ambiciosas na reta final do ano – entre elas, derrotar pelo menos três jogadores do top 10.
Nos últimos meses, Tsitsipas vinha sendo uma sombra do tenista que encantou o circuito e chegou a flertar com a liderança do ranking: a confiança no backhand havia desaparecido, as vitórias ficaram raras e ele despencou para além da 80ª posição. Em Gstaad, reencontrou seu melhor tênis e conquistou um título que lhe permite subir cerca de 30 postos no ranking.
“É uma sensação incrível. Os troféus demonstram o esforço que você investiu. São um excelente indicador de se você está no caminho certo. Não dá para levantar troféus sem vencer com regularidade,” disse o grego. “Ter esse sinal, ser capaz de emendar vitórias, me enche de confiança e de um desejo ardente de vencer. Quero fazer mais. Quero levar meu corpo ao limite. Quero vencer pelo menos três jogadores do top 10 este ano e ganhar um torneio ATP 500. Mas meu primeiro objetivo provavelmente seria voltar a estar entre os 50 melhores.”
O grego continuou: “Hoje me sinto imensamente afortunado e feliz. Foi um esforço incrível da minha parte, porque tive algumas dores nos últimos dias, então precisei suportar muita coisa. O resultado foi, sem dúvida, o melhor que eu poderia ter imaginado no início da semana.”
O grego de 27 anos disse que fará uma pausa antes do próximo desafio, ficando um ou dois dias descansando em casa. “Foi uma semana longa, com muitas partidas intensas, e preciso me recuperar para estar pronto para a gira americana,” disse. “Tenho muita vontade de conseguir os melhores resultados possíveis nos Estados Unidos, e para isso preciso estar fresco e preparado para longas semanas.”











