A expectativa pela volta de Carlos Alcaraz cresce a cada dia. Fora de ação há mais de três meses por uma lesão no punho direito, o espanhol mira o Masters 1000 de Cincinnati como palco de reestreia. O retorno, no entanto, vem cercado de dúvidas — e de mensagens de prudência de nomes de peso do circuito.
Mark Philippoussis e Richard Krajicek, campeões de peso e referências do passado recente, celebraram a possível volta e pediram cuidado com os prazos. Para o australiano, a presença de Alcaraz faz diferença não só no topo do ranking, mas na vitalidade do circuito.
“Espero que ele volte 100% saudável. O mundo do tênis precisa dele”, disse Philippoussis, duas vezes finalista de Grand Slam, em entrevista ao site Tennis365. Ele elogiou o impacto do espanhol e lembrou o que já foi conquistado aos 21 anos. “Adoro vê-lo jogar, ele é incrível para o esporte. Já é campeão de Grand Slam e foi número 1 do mundo.”
O ex-jogador ressaltou que o tempo de recuperação deve ser respeitado, especialmente por se tratar do punho, região decisiva em praticamente todos os golpes. “Tomara que ele se recupere bem. Não é alguém que vá apressar o processo, mas quando se fala de punho é complicado. Tenho certeza de que está fazendo tudo o que pode e espero que volte em breve,” disse.
Nos bastidores, a equipe de Alcaraz trabalha para que o retorno ocorra com segurança máxima. O foco passou a ser Cincinnati, com Montreal fora dos planos. Há otimismo: a sensação é de que o punho respondeu bem e as cargas de treino vêm aumentando, ainda que sem pressa para evitar qualquer risco.
A especificidade da lesão explica o cuidado. O punho suporta alta exigência no saque, na direita e no backhand com topspin. Uma volta apressada pode abrir espaço para recaídas difíceis de administrar — precedentes como Juan Martín del Potro e Dominic Thiem são lembrados como alertas do que não pode acontecer.
Richard Krajicek, campeão de Wimbledon em 1996, aposta que o espanhol reencontrará o melhor nível ainda nesta temporada, mesmo que a readaptação leve algumas semanas. “Vai levar um pouco de tempo, mas ele é jovem e tem uma grande capacidade de recuperação,” avaliou o holandês.
Para Krajicek, a dúvida não é se Alcaraz voltará bem, e sim quando isso vai aparecer em quadra. “Não me preocupa se ele vai voltar a jogar nem se vai recuperar o melhor nível. A questão é quando. Será já na gira norte-americana? Será na temporada indoor? Acredito que ainda este ano.”










