Holger Rune adia volta, fica fora do US Open e dá nova previsão

Holger Rune adiou mais uma vez sua volta ao circuito, e disse que ficará de fora do US Open deste ano. Após quase dez meses longe das quadras por conta da ruptura do tendão de Aquiles, o dinamarquês traçou como prioridade voltar a competir em setembro, de preferência defendendo o país na Copa Davis, em casa.

O atual 99º do ranking explicou que a recuperação entrou na reta final e que o foco agora é ganhar ritmo para retornar em alto nível. A ideia é usar a Davis como primeira parada, mas, se o prazo apertar, a reestreia deve acontecer na gira asiática de quadras duras.

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Rune não joga desde outubro do ano passado. A lesão aconteceu na semifinal do ATP 250 de Estocolmo, contra o francês Ugo Humbert, quando vencia por 6/4 e 2/2. Ele abandonou a partida e, dias depois, passou por cirurgia.

Em entrevista ao podcast Served, apresentado pelo ex-número 1 Andy Roddick, o dinamarquês contou que os períodos mais duros da reabilitação ficaram para trás. Segundo ele, a rotina já mudou para treinos de maior intensidade e alguns sets de prática.

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“Estou me sentindo muito bem. Sabíamos que seria um processo longo, mas as coisas vêm evoluindo. Agora, mais do que reabilitar, estou me preparando para competir de novo. Ainda faltam ajustes finais, e devo estar pronto nas próximas semanas ou no mês que vem”, afirmou.

Parte da preparação acontece na Mouratoglou Academy, no sul da França. Nas últimas semanas, Rune treinou com nomes como Jannik Sinner, Lorenzo Musetti, Flavio Cobolli e Alexandre Muller. Os testes, porém, mostraram que ainda há espaço para ganhar explosão nas pernas.

“Quando bati bola com caras como Musetti e Sinner, percebi que preciso acelerar bastante o jogo de pernas para chegar bem posicionado. Pensei: ‘Ok, ainda tenho trabalho a fazer’. Eles tomam a bola cedo, jogam fundo e com muita precisão. A pressão é constante”, descreveu.

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Sem condições de encarar Nova York, o plano é voltar entre os dias 18 e 20 de setembro, quando a Dinamarca recebe a Bulgária pelo Grupo Mundial I da Copa Davis. O dinamarquês quer usar o fator casa como combustível para a retomada.

“Adoraria voltar na Davis, diante da torcida dinamarquesa”, disse. “Depois, a ideia é seguir para Tóquio e também jogar Xangai”, completou, citando o ATP de Tóquio e o Masters 1000 chinês como alvos na sequência da temporada.



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