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US Open

Tsitsipas lamenta o declínio do backhand de uma mão

Por Redação Brasil Tênis

Stefanos Tsitsipas deixou o US Open ontem após uma derrota em três sets para Ben Shelton. A queda do grego, o último jogador que usa o backhand de uma mão que seguia vivo no torneio, selou um marco histórico: pela primeira vez em 150 anos, um Grand Slam não terá semifinalista com esse estilo de golpe.

Na coletiva, o grego tratou o tema como uma constatação do momento do circuito e citou a mudança de perfil ao longo das décadas.

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“Acho que é um fato. Estou constatando o óbvio. Se você comparar com as décadas de 1950 ou 1960, verá um declínio enorme no backhand de uma mão. Dei uma olhada, na década de 1950, e acho que 97% ou 98% dos jogadores jogavam com o backhand de uma mão”.

Para ele, a essência do jogo permanece, mas há um perda da tradição. “Agora são apenas uns 2% ou 3%. Então, a situação se inverteu completamente. Tênis sempre será tênis, independentemente de haver jogadores usando backhands de uma ou duas mãos, isso não importa muito. É só que eu acho que é um golpe clássico e tradicional e é uma pena perder um golpe como esse”.

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Tsitsipas também apontou uma certa homogeneização no circuito atual e relacionou isso às condições das quadras. Segundo ele, antigamente havia muitas variações de estilo, enquanto hoje essa variação se restringiu a um estilo específico, onde todo mundo joga mais ou menos da mesma forma. Para ele, as quadras ficaram mais lentas e todo mundo está girando em torno do mesmo jogo.

Sobre o duelo com Shelton, o grego reforçou a dificuldade para ler o saque do canhoto, cheio de variações. “Tem muitos efeitos e slices. É difícil prever seus movimentos. Isso foi algo muito difícil de lidar hoje. A bola pode vir de qualquer lugar, com qualquer tipo de efeito”.

Ele também reconheceu a evolução do rival. “Ele é um ótimo sacador. Sabe usar a mão esquerda de forma muito inteligente. Foi difícil lidar com a maioria dos seus saques. Já joguei contra ele antes. Ele melhorou, sem dúvida. A dinâmica da partida foi bem diferente da última vez. Ele jogou melhor do que eu, então mereceu a vitória”.

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O grego afirmou que mantém a ambição alta e saiu com sentimentos mistos ao olhar para a campanha. “Tenho uma mentalidade de campeão e, claro, exijo mais de mim mesmo. Hoje, obviamente, é um dia triste. Eu gostaria de ter levado a partida para quatro ou cinco sets, em vez do jeito que terminou, o que é meio agridoce, porque tive algumas boas vitórias nos últimos dias, mas sinto que poderia ter terminado de uma forma melhor, mais emocionante”.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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