Mouratoglou faz duras críticas à Sabalenka e diz que ela não tem gestão emocional

Patrick Mouratoglou fez duras críticas à postura de Aryna Sabalenka após a derrota para Elena Rybakina na final do US Open. Em publicação no LinkedIn, o treinador francês disse que a bielorrussa tem se deixado levar pelas emoções e apontou a gestão emocional como o principal obstáculo para que ela volte a erguer troféus de Grand Slam.
No relato, Mouratoglou descreveu a sequência de atitudes que marcaram o pós-jogo em Nova York e que, segundo ele, já se repetiram em outras ocasiões.
“O que vimos no US Open aconteceu vezes demais em dois anos. Ela perde a final. Joga a raquete antes de apertar a mão da adversária. Vai à cadeira e quebra uma raquete enquanto Elena celebra. Então a câmera a focaliza e ela manda que vá embora ou… ‘vai se f…!’,” disse.
“Compreendo a decepção. Perder uma final de Grand Slam é dilacerante, especialmente quando você sente que tem o tênis para vencer. Entendo que ela queira espaço. Essas emoções são humanas e não a culpo por senti-las nem por reagir assim. Ela sabe que não deveria. É inteligente. Simplesmente não consegue evitar. Quando as coisas deixam de sair, a emoção transborda, ela fica muito negativa consigo mesma e afunda. Quanto mais o tempo passa, mais o nível baixa, porque está se autodestruindo,” disse.
Em 2026, Sabalenka chegou a duas decisões de Major, ambas contra Rybakina, e terminou a temporada sem conquistar um Grand Slam. Para Mouratoglou, o problema não está no arsenal de golpes da bielorrussa, mas na cabeça.
“Para mim, a gestão emocional é a única razão pela qual ela não vence Grand Slams neste momento. É triste ver a história se repetir. Se consertar isso, vai deixar de ser a número 2 que não ganha torneios grandes para alguém que vence muitos e volta ao número 1,” disse.
O treinador também traçou um paralelo entre o duelo de estilos de Sabalenka e Rybakina e uma das grandes rivalidades do tênis masculino. “O que me fascina é que a final colocou frente a frente as duas melhores do mundo, com personalidades opostas. Uma é fogo, a outra é gelo. Não preciso dizer quem é quem. Lembra McEnroe e Borg. Borg, sempre no controle, sem dizer uma palavra. McEnroe, quebrando raquetes, irritado. Uma grande diferença: McEnroe jogava muito melhor quando estava com raiva. Quando Aryna se irrita, perde o seu tênis,” disse.
