Alexander Zverev está disposto a tentar de tudo para quebrar a hegemonia de Jannik Sinner — até pedir ajuda à inteligência artificial.
Na coletiva após a vitória sobre Alexander Blockx nas semifinais do Masters 1000 de Madrid, o alemão revelou que consulta dados estatísticos gerados por IA antes dos jogos, mas admitiu com franqueza que a tecnologia tem limites quando o adversário é o número 1 do mundo.
“Todos os tenistas têm pontos fortes e fracos. Acredito que no final o melhor sempre vence. Mesmo com uma IA que te dá o melhor panorama estatístico possível sobre ele, e não há nenhum segredo sobre como ele joga, eu não consigo encontrar uma forma de vencê-lo. A inteligência artificial só pode ajudar até certo ponto,” disse Zverev.
A declaração reflete uma frustração real. Sinner venceu os quatro últimos confrontos entre os dois em Masters 1000 — semifinais de Paris, Indian Wells, Miami e Monte Carlo — todos em sets diretos.
Zverev não vence o italiano nas últimas oito partidas, uma sequência que o alemão reconhece com um sorriso amargo.
“Como muitos outros jogadores, consulto estatísticas antes das partidas. Mesmo assim, o tênis continua sendo um esporte de sensação,” ponderou Zverev. “Contra Jannik, contra Carlos, ou contra os melhores jogadores do mundo, você pode ter todos os dados, mas ainda precisa executar em quadra.”
Sobre o nível atual de Sinner, Zverev foi direto: “Ele é um cara tranquilo e está curtindo o tênis agora. Acho que o tênis está sendo muito fácil para ele no momento, pela forma como está jogando. Talvez no domingo eu consiga tornar as coisas um pouco mais difíceis para ele.”












