Jannik Sinner deu uma das coletivas mais difíceis de sua carreira após a derrota devastadora para Juan Manuel Cerundolo na segunda rodada de Roland Garros. O número 1 do mundo, que liderava por dois sets e 5/1 antes de ver o corpo ceder, foi honesto, direto e recusou qualquer tipo de desculpa.
“Ninguém é um robô. Ninguém foi feito para nunca falhar. Hoje foi assim. Hoje eu simplesmente não vi a saída. O que normalmente não acontece comigo,” disse Sinner, enquanto segurava um mini ventilador portátil – um belo resumo do calor que castigou Paris ao longo da semana.
O italiano fez questão de não culpar as condições climáticas pela eliminação, mesmo tendo apresentado câimbras, tonturas e dificuldade evidente de movimentação a partir do terceiro set.
“Apesar de estar jogando um ótimo tênis, eu realmente não consegui encontrar energia nenhuma hoje. Foi uma situação difícil de estar. Mas, de novo, esse é o esporte,” disse ele. “Estava quente, mas não absurdamente quente. Sinto que estava perfeitamente possível jogar. Realmente não foi nada contra o calor, nada contra o clima. Fui eu hoje, mas acontece.”
A derrota encerrou uma sequência de 30 vitórias consecutivas, cinco títulos de Masters 1000, o Career Golden Masters completado em Roma e a campanha de 37-2 que fazia de 2026 – o que já configura uma das melhores temporadas individuais da história do tênis.
A derrota também adia o sonho de Sinner de conquistar Roland Garros, o único Grand Slam que falta em sua coleção.











