A eliminação de Iga Swiatek nas oitavas de final — superada pela ucraniana Marta Kostyuk em sets diretos neste domingo — selou um fato que não acontecia em Roland Garros há uma década: o torneio terá dois campeões que nunca venceram o Grand Slam parisiense.
No masculino, Jannik Sinner caiu na segunda rodada, Carlos Alcaraz sequer viajou a Paris por lesão e Novak Djokovic foi eliminado na terceira rodada por João Fonseca.
No feminino, Coco Gauff, campeã defensora, perdeu na terceira rodada para Potapova, e agora Swiatek — tetracampeã e dona de um retrospecto de 41 vitórias e apenas 4 derrotas no saibro parisiense — também caiu. Aryna Sabalenka, vice-campeã de 2025 mas que nunca venceu o título, é a única jogadora do top 3 que segue viva.
A última vez que Roland Garros coroou dois campeões inéditos no mesmo ano foi em 2016, quando Djokovic conquistou seu primeiro título em Paris ao derrotar Andy Murray na final e Garbiñe Muguruza levantou a taça feminina pela primeira e única vez na carreira.
Desde então, as chaves de Roland Garros foram dominadas por vencedores recorrentes — Nadal no masculino (seis títulos entre 2017 e 2022), Swiatek no feminino (quatro entre 2020 e 2024).
O fenômeno é mais raro do que parece. Desde o ano 2000, apenas cinco edições produziram dois campeões inéditos simultaneamente: 2002 (Serena Williams e Albert Costa), 2003 (Justine Henin e Juan Carlos Ferrero), 2004 (Anastasia Myskina e Gastón Gaudio), 2009 (Svetlana Kuznetsova e Roger Federer) e 2016 (Muguruza e Djokovic).
A escassez reflete a natureza do saibro parisiense: historicamente, Roland Garros recompensa a experiência e favorece os repetidores — com Nadal sendo o exemplo supremo de um jogador que transformou o torneio em propriedade privada por quase duas décadas.
Em 2026, o roteiro é completamente diferente. No masculino, Alexander Zverev, Casper Ruud, Rafael Jódar, Felix Auger-Aliassime, João Fonseca e Flavio Cobolli são os principais candidatos ao título — nenhum deles jamais venceu um Grand Slam.
Ruud foi finalista duas vezes em Paris (2022 e 2023), Zverev foi finalista no ano passado, e Jódar está fazendo sua estreia absoluta no torneio. No feminino, Sabalenka, Kostyuk, Svitolina e Andreeva disputam uma chave onde qualquer resultado é possível.











