Fery projeta duelo contra Zverev em Wimbledon: “Não tenho nada a perder”

Arthur Fery segue vivendo seu conto de fadas de Wimbledon – e não pretende acordar tão cedo. Após despachar Flavio Cobolli em sets diretos e garantir vaga na semifinal, o britânico deixou claro que sua confiança continua alta, mesmo diante do maior desafio da carreira: enfrentar Alexander Zverev, o número 3 do mundo, valendo um lugar na final do Grand Slam londrino.

Fery, que chegou a Wimbledon fora do top 100 e só entrou na chave principal com um convite da organização, fez questão de reforçar que sempre acreditou no próprio potencial. 

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“Sempre acreditei em mim e que poderia ser um dos melhores jogadores do mundo. Obviamente, ser semifinalista de Wimbledon é outra coisa. Fui jogo a jogo, sem olhar além, e estou aqui,” disse ele. 

Sobre a vitória diante de Cobolli – a quem já havia batido no Australian Open –, Fery destacou a vantagem de reencontrar um rival conhecido: “Senti mais confiança ao enfrentar alguém contra quem já havia jogado num grande palco. Conquistar o segundo set foi enorme, e depois consegui fechar o terceiro. Mesmo sendo minhas primeiras quartas de Grand Slam, eu realmente acreditava que podia vencer.”

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Único britânico ainda vivo no torneio, Fery admite sentir o peso crescente da responsabilidade, mas garante manter os pés no chão. “Começo a notar essa importância, ela cresce a cada jogo que ganho. Sigo dentro da minha bolha, não estou olhando muito as redes sociais,” disse. “Foi impressionante como Emma Raducanu não se deixou engolir pela ocasião, foi jogo a jogo e derrotou grandes jogadoras. Tentei seguir esse mesmo caminho.” 

Sobre o duelo com Zverev, o britânico projetou uma estratégia baseada em sua principal virtude: a devolução de saque. 

“Melhorei muito meu jogo defensivo e minha capacidade de enfrentar grandes sacadores. Aprendi a aceitar que vou levar muitos aces e que isso coloca mais pressão nos meus games de saque,” disse. “Sou ótimo na devolução e tento pressionar a partir daí. Tenho o público do meu lado, algo que ajuda muito na central. Zverev é mais um degrau, mas estou preparado. Não tenho nada a perder, vou entrar em quadra, jogar meu tênis, acreditar em mim e ver até onde isso me leva.”

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