Uma semana depois de cair na semifinal de Wimbledon diante de Jannik Sinner, Novak Djokovic já virou a página e projeta seu próximo grande objetivo: o US Open.
O sérvio, dono de 24 títulos de Grand Slam, desembarcou nos Estados Unidos — ainda que falte mais de um mês para o início do Major nova-iorquino — e deixou claro que a chama competitiva segue acesa, apesar dos 39 anos.
A viagem antecipada tem uma razão: a promoção de seu documentário na Amazon Prime, que estreia em 20 de agosto. Aproveitando a passagem, Djokovic participou do programa matinal da CBS e falou abertamente sobre a idade, o físico, a família e a vontade de seguir competindo no mais alto nível.
Sobre a idade, o sérvio revelou tentar pensar o mínimo possível no assunto. “Estou pensando em jogar um grande tênis e, se eu não estou pensando nisso, as pessoas me lembram. Se as pessoas não me lembram da minha idade, então meu corpo me lembra,” disse. “Você simplesmente tenta aproveitar cada porcentagem de energia possível para ainda competir em nível de elite contra os jovens.”
Ainda assim, admitiu ter consciência dos próprios limites, citando o desgaste da maratona de mais de cinco horas contra Felix Auger-Aliassime nas quartas de Wimbledon. “O corpo responde de forma diferente, e isso é apenas biologia. O desgaste de mais de 20 anos no mais alto nível cobra seu preço, e eu levo mais tempo para me recuperar. Depois daquele jogo, não consegui me recuperar completamente para a semifinal e não estava tão descansado quanto queria — sem tirar o mérito de Sinner, que venceu e levou o título.”
O próximo desafio será a gira norte-americana de quadra dura. Djokovic está inscrito no Masters 1000 de Cincinnati antes de mirar o US Open, torneio que já conquistou quatro vezes.
“O que mais espero de Nova York no próximo mês é competir no mais alto nível. Minha maior competição, como sempre, sou eu mesmo,” disse. “O US Open é um dos quatro Grand Slams, e acho que é o mais divertido e emocionante, além de ter o maior estádio do nosso esporte. Mal posso esperar. Uma das principais razões pelas quais ainda compito é a energia do público e o carinho e respeito que tenho recebido pelo mundo.”
Por fim, o sérvio resumiu a motivação que o mantém em quadra mesmo tendo conquistado praticamente tudo. “Sinto que ainda tenho algo a provar. Sempre há algo a provar para mim mesmo, primeiro, e depois para os outros — mas, acima de tudo, para mim: o de que sempre posso ser melhor do que fui ontem. Sinto isso. Sempre posso ser melhor do que ontem.”










