Stan Wawrinka encerrou em Estoril um capítulo decisivo da própria carreira. O suíço disputou no torneio português a última partida no saibro antes de se aposentar ao fim da temporada, numa noite de despedida com direito a homenagem em quadra e emoção nas arquibancadas.
A despedida, no entanto, veio antes do que ele gostaria. O tricampeão de Grand Slam caiu na estreia para o argentino Román Andrés Burruchaga e recebeu, após o jogo, uma placa de reconhecimento do torneio. Mesmo com o resultado, Wawrinka agradeceu o carinho e colocou o momento em perspectiva.
“Ninguém que compete gosta de perder. Mas, no fim, eu coloco as coisas em perspectiva. Ter a chance de estar aqui, com tantos torcedores e tanto apoio, é o melhor adeus que eu poderia ter no saibro”, disse o tenista de 41 anos.
O suíço explicou que as condições de vento atrapalharam desde os primeiros pontos e admitiu frustração por não ter aproveitado melhor o início do set decisivo. “Foi uma derrota dura. No início, o vento deixou as condições bem complicadas e não consegui achar o ritmo rápido. Tentei lutar e me manter no jogo. Deveria ter jogado um pouco melhor no começo do terceiro set, mas a partida escapou e ele levou a vitória”, disse.
Estoril ocupa um lugar especial na memória de Wawrinka. Em 2013, ele levantou o troféu de campeão, resultado que, segundo o próprio, abriu a melhor fase da carreira. “Ganhei o título aqui em 2013. Foi uma semana incrível para mim e o começo da melhor fase da minha carreira. São memórias muito especiais. Tentei voltar outras vezes, mas nunca foi fácil por causa do calendário e das lesões. Agora, com a mudança de datas, fazia sentido incluir o torneio depois de Gstaad. Eu queria voltar”, disse ele.
Fora do top 100 e perto de dar adeus às quadras, Wawrinka já mira um último giro pelo circuito nos Estados Unidos. O objetivo é voltar a Nova York, palco do título do US Open em 2016. “Pedi um convite para o US Open. Espero poder jogar lá pela última vez”, revelou.
Se o convite vier, o planejamento está traçado: “Também há um Challenger em Cancún. Se eu conseguir o convite para Nova York, vou jogar esse Challenger como preparação”, disse ele.
Por enquanto, o calendário de despedida ainda está em construção. “Só tenho presença garantida em Lyon e Basileia. Ainda vou decidir se disputo mais torneios”, disse o suíço, campeão de Roland Garros e dono de sete títulos no saibro ao longo da carreira.











