Os três recordes que Djokovic pode bater no US Open — dois não exigem o título

Novak Djokovic desembarca em Nova York com a possibilidade de bater diversos recordes históricos, se consagrando ainda mais o maior tenista da história. Aos 39 anos, o sérvio pode derrubar três marcas no US Open de uma vez só — e duas delas nem exigem que ele levante o troféu.

A combinação de longevidade, consistência e uma relação especial com o US Open transforma a campanha deste ano em um capítulo com potencial para redefinir números que resistem há décadas.

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O grande sonho é evidente: alcançar o 25º título de Grand Slam, algo que ele persegue desde o último troféu de Major, conquistado justamente no US Open de 2023. Mas o torneio oferece outras possibilidades que comprovam a dimensão de sua carreira. Ao mesmo tempo em que pode se tornar o campeão mais velho da história do evento, Djokovic ameaça dois recordes de Jimmy Connors, ícone local, nas estatísticas de vitórias e partidas disputadas em Nova York.

O alvo mais simbólico exige perfeição durante duas semanas: se tornar o campeão masculino mais veterano do US Open. O atual dono da marca é William Larned, campeão em 1911 com 38 anos, oito meses e três dias. Nole já detém o posto de mais velho na Era Aberta graças ao título de 2023, aos 36 anos. Agora, com 39 completos em 22 de maio, quebraria uma barreira que permanece intacta há 115 anos, um feito que ampliaria ainda mais a narrativa de resistência e adaptação que sustenta sua trajetória recente.

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Se o troféu é a missão mais dura, superar Connors em número de vitórias parece um passo bem ao alcance. Djokovic inicia o US Open 2026 com 95 triunfos no torneio, contra 98 do norte-americano. A conta é simples: quatro vitórias o colocam isolado na frente, com 99. Na prática, avançar até as quartas de final — vencendo primeira, segunda, terceira rodadas e as oitavas — já basta para deixá-lo no topo dessa lista.

Connors construiu esse número competindo entre 1970 e 1992; ver Djokovic alcançá-lo em plena reta final de carreira mostra como seu padrão de rendimento se manteve alto por muito tempo.

Outra marca de Connors ameaçada mede a presença constante, não apenas sucesso. Ele é o recordista de partidas disputadas no US Open, com 115. Djokovic chega a 2026 com 110 jogos. Como aqui valem vitórias e derrotas, seis partidas nesta edição o levam a 116 e ao novo recorde — ou seja, atingir a semifinal já garante a ultrapassagem, independentemente do resultado posterior.

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Essa possibilidade ganha ainda mais peso quando se olha para o histórico do sérvio em Nova York. São quatro títulos (2011, 2015, 2018 e 2023) e outras seis finais, uma constância que explica por que as estatísticas o empurram agora para o topo.



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