Jannik Sinner deixou torcedores em alerta na Itália às vésperas da gira norte-americana. A menos de um mês do início do US Open, o número 1 do mundo passou por uma sequência de avaliações médicas em seu país, movimento que acendeu dúvidas sobre como está seu corpo para a reta final do verão nos Estados Unidos.
Depois do título em Wimbledon, o italiano tirou alguns dias de descanso e traçou uma preparação mais enxuta no piso duro: decidiu não jogar Montreal e manteve Cincinnati como único compromisso antes de Nova York. Na última semana, ele foi visto treinando sob forte calor, sinal de ajuste às temperaturas de agosto. Ainda assim, relatos locais apontam um contratempo que exigiu novas checagens médicas.
Na sexta-feira, 31 de julho, Sinner esteve no J-Medical, em Turim. O episódio passou quase despercebido. O clima mudou nesta segunda, quando o jornalista Gabriele Parpiglia informou que o líder do ranking se encontrava no Physioclinic, em Milão, para uma avaliação solicitada com urgência por sua equipe. Segundo o relato, o jogador acionou seu fisioterapeuta de confiança e pediu que ele interrompesse as férias para atendê-lo.
Há quem trate o caso como exames de rotina, semelhantes aos que ele realizou em junho, logo após Roland Garros. A diferença agora é a sequência de visitas em curto espaço de tempo e o chamado do fisioterapeuta, elementos que, combinados, alimentam a incerteza sobre o real estado físico do italiano.
O ponto central é o calendário. Sem Montreal, Sinner dispõe apenas de Cincinnati para ganhar ritmo competitivo no piso duro. Em condições normais, essa escolha concentra a preparação em uma única semana. Se houver qualquer limitação física, o espaço para ajustes se torna mínimo. Com o US Open previsto para começar no domingo, 30 de agosto, restam cerca de 25 dias até o último Grand Slam do ano, janela curta para quem precisa equalizar carga de treinos, recuperação e adaptação ao calor.
O cenário deve ganhar contornos mais nítidos nos próximos dias. Uma eventual presença em Cincinnati serviria como termômetro do momento físico do líder do ranking. Caso a equipe opte por preservar o jogador, a expectativa e as dúvidas seguirão até a chegada a Nova York.












