A desistência de Carlos Alcaraz do Masters 1000 de Cincinnati abriu espaço para dúvidas sobre o restante do calendário do espanhol. Para Greg Rusedski, ex-top 4 da ATP, a ausência no torneio pode ser o indício de uma pausa mais longa do que se imaginava, com risco até do espanhol não disputar o US Open.
Em participação no podcast Off Court, o britânico foi direto ao avaliar o cenário. Segundo ele, pular Cincinnati deixa a preparação para Nova York praticamente inviável. “Ele pode acabar ficando fora do US Open. Se não jogar Cincinnati, fica muito difícil chegar pronto. Parecia que tudo caminhava bem, e de repente veio essa notícia. Se fosse só uma inflamação leve, já teria resolvido”, disse ele.
Rusedski também sugeriu que o quadro pode ser mais delicado do que o público imagina e reforçou que as informações concretas estão restritas ao entorno do espanhol. “Parece algo mais sério. Não sabemos se houve ruptura, algo maior, se precisou de algum procedimento. Quem realmente sabe é ele e a equipe”, disse o ex-tenista, finalista do US Open em 1997 e dono de 15 títulos no circuito.
Para o britânico, um retorno apressado está fora de cogitação. “Você precisa estar 110% confiante no corpo e ciente dos riscos. E são riscos complicados de administrar”, avaliou ao descartar um reingresso a curto prazo.
Questionado sobre quando o número 2 do mundo poderia voltar, Rusedski foi prudente e manteve o tom de incerteza. “Na minha cabeça, ele não joga o US Open. Sem Cincinnati, acabou. Será que veremos quando começar a gira indoor? Difícil dizer.”
Ele ainda ampliou o horizonte da preocupação, ao destacar que o tempo de recuperação pode ser maior do que o esperado. “Está demorando mais do que imaginávamos. Ele deve tirar o tempo que for preciso”, comentou, antes de reforçar o pessimismo com o restante do ano. “Isso pode levar um pouco mais, mesmo que signifique perder o resto da temporada e voltar apenas em 2027. Talvez nem o vejamos jogar este ano.”










