João Fonseca prefere conter a euforia. Apontado como a grande promessa do tênis brasileiro, o carioca de 19 anos afirmou que ainda não se vê pronto para comparações com Jannik Sinner e Gustavo Kuerten.
As semelhanças de estilo com Sinner, especialmente pelo forehand potente e mais chapado, que entra cedo na bola e pressiona a partir da linha de base, alimentam os paralelos. Pelo passaporte, o nome de Guga — tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 — surge inevitavelmente. Fonseca reconhece a admiração e o tamanho das referências, mas reforça que transformar potencial em trajetória de campeão exige tempo, consistência e muito trabalho.
Sem se deixar levar pelo barulho, ele tem procurado seguir princípios ensinados em casa. Diz que mantém os pés no chão, valoriza a rotina e busca melhorar um pouco a cada dia, dentro e fora da quadra. Na visão do brasileiro, alcançar algo próximo ao que Sinner e Kuerten construíram seria um sonho; por isso, a prioridade é lapidar o próprio jogo e a própria cabeça antes de qualquer rótulo.
O momento ajuda a explicar a empolgação ao redor de João. Desde o ano passado, ele vive uma ascensão que o colocou entre os 30 melhores do mundo. De março para cá, já dividiu a quadra com nomes do topo como Sinner, Carlos Alcaraz, Novak Djokovic e Alexander Zverev. O pacote — agressividade no fundo, direita explosiva e disposição para tomar a iniciativa — faz dele um dos jovens mais intrigantes do circuito.
Ao mesmo tempo, Fonseca evita encarar as comparações como um fardo. Para ele, servem mais como combustível do que como cobrança. A referência técnica de Sinner inspira o aperfeiçoamento de decisões e execução no ritmo alto dos grandes; a herança de Guga funciona como norte para ambição e resiliência, símbolos de quem chegou ao topo e sustentou resultados em diferentes fases da carreira.











