O novo ranking ATP, divulgado nesta sexta-feira, trouxe mudanças fortes no top 10. Campeão do Masters de Montreal, Ben Shelton defendeu os 1.000 pontos que haviam sido retirados por ajuste de calendário e saltou do 10º para o 6º lugar, passando a mirar os principais cabeças de chave nas próximas semanas.
Com a arrancada de Shelton, a parte de cima ficou mais apertada para seus concorrentes diretos: Daniil Medvedev caiu para 7º, Alex de Minaur para 8º e Taylor Fritz para 9º. Flávio Cobolli fecha o top 10. O americano aparece agora com 3.670 pontos, enquanto o italiano soma 3.330, diferença que amplia a margem de proteção de Shelton nos sorteios.
O topo da lista segue inalterado: Jannik Sinner mantém a liderança, seguido por Carlos Alcaraz, Alexander Zverev, Felix Auger-Aliassime e Novak Djokovic. Há, porém, uma mudança à vista: por defender o título de Cincinnati, Alcaraz perderá a vice-liderança na próxima atualização, prevista para o dia 24.
Logo atrás do grupo, Rafael Jodar deu o maior salto entre os candidatos ao top 10. Com a semifinal no Canadá, subiu quatro posições e alcançou o 11º posto, somando 2.621 pontos. A distância para Cobolli ainda é grande. Para entrar no top 10 já em Cincinnati, Jodar precisa do título. Outra oportunidade mais favorável virá no US Open, quando há mais pontos em disputa e rivais fazem descartes importantes.
Outros movimentos relevantes consolidam a onda norte-americana no circuito. Learner Tien ganhou sete posições e atingiu o melhor ranking da carreira, em 12º. Finalista em Montreal, Brandon Nakashima também chegou ao melhor posto, avançando nove degraus para ser o 22º.
O avanço de Shelton o coloca em patamar mais alto entre os cabeças de chave, o que reduz a chance de cruzar com favoritos logo nas primeiras rodadas em Cincinnati e em Nova York. Já Jodar, colado no top 10, briga por esse mesmo benefício imediato: entrar no seleto grupo é sinônimo de maior proteção no sorteio e caminho potencialmente menos árduo na segunda semana dos grandes torneios.











