Depois de perder na estreia do Masters 1000 de Cincinnati, caindo de virada para Thiago Tirante, Novak Djokovic admitiu que, neste momento, é mais provável que ele não volte a disputar Cincinnati no ano que vem.
Djokovic começou dominante, controlou os ralis e fechou o primeiro set com autoridade em seu primeiro jogo em Cincinnati em três temporadas. O cenário mudou com o avanço do calor e da umidade. O número de erros subiu, o saque perdeu peso e o sérvio chegou a passar mal no banco durante uma troca de lado, recebendo atendimento médico antes da reta final do duelo.
Mesmo pressionado em games longos — um deles durou 18 minutos —, Djokovic resistiu a várias chances de quebra. Ainda assim, Tirante manteve a cabeça fria, sustentou o nível nas devoluções e conseguiu duas quebras decisivas, uma em cada parcial final, para selar a virada.
A derrota pesa pelo contexto. Aos 39 anos, Djokovic vinha de semifinal em Wimbledon, havia tirado um período de descanso com a família em Montenegro e pulou Montreal. Em Cincinnati, relatou sentir-se bem fisicamente e via o torneio como a oportunidade ideal para ganhar ritmo antes do último Grand Slam do ano. O revés, porém, repete dificuldades recentes em condições de clima pesado.
Após o jogo, o sérvio disse que gostaria de retornar a Cincinnati, mas que, no momento, enxerga essa possibilidade como improvável. A prioridade agora é se recuperar e ajustar o calendário com foco no US Open, onde o clima pode apresentar desafios semelhantes aos enfrentados em Ohio.












