Federer vê Alcaraz com chance de título no US Open e elogia Jódar

Numa coletiva em Nova York, depois de disputar duas exibições na abertura do US Open, Roger Federer analisou as chances de Carlos Alcaraz no Grand Slam e se disse impressionado com a rápida ascensão de Rafael Jódar.
Questionado sobre o retorno de Alcaraz após um período sem competir, Federer foi direto ao ponto: o tempo de treino fará a diferença.
“Se ele teve só uma semana de treinos, fica bem difícil. Com um mês, as chances crescem e o ritmo aparece mais cedo. O ideal é atravessar as três primeiras rodadas para embalar”, afirmou. Para o suíço, uma preparação de qualidade, “pelo menos mais do que uma semana”, é o que faz Alcaraz se sentir em condições de levantar a taça.
O ex-número 1 também destacou os desafios únicos de Nova York, palco de seus cinco títulos seguidos. Segundo ele, as condições interferem mais do que em outros Slam. “Vento, umidade, jogos de dia e à noite… tudo muda bastante por aqui. Muita gente joga bem na quadra dura, e isso torna repetir conquistas mais complicado”, explicou.
Entre os jovens que mais chamaram sua atenção, Federer reservou elogios a Rafael Jódar. “O que o Jódar fez foi incrível. Poucos imaginariam algo assim há alguns meses, e ele está conseguindo manter o nível”, disse. Ele também citou Ben Shelton e João Fonseca: “Gosto deles. São jogadores agressivos, que procuram os golpes grandes e têm muita personalidade.”
Ao falar de legado, Federer colocou a lupa no impacto sobre o público, mais do que em vitórias e derrotas. “Depois que você para, conta o sentimento que ficou nas pessoas. É especial quando alguém diz que sente falta de te ver jogar.”
O suíço ainda detalhou como manteve a fome de títulos por tanto tempo. “Ser número 1 é um privilégio. Por respeito ao esporte e aos outros, eu não podia acordar pensando que não estava a fim. Todos tentam te derrubar lá em cima, então é comigo não relaxar, seguir avançando e melhorando.”
Sobre longevidade, Federer contou que traçou cedo a meta de estender a carreira. “Desde os 23 anos eu pensava em jogar por muito tempo. Você precisa conhecer o seu corpo, cercar-se do time certo e escolher onde quer atingir o pico. Não dá para estar no máximo o ano inteiro.”
