Aryna Sabalenka: “Se precisar, vou gritar e arremessar a raquete”

Aryna Sabalenka deixou claro que não pretende mudar seu jeito explosivo em quadra. Em entrevista ao podcast Served, apresentado por Andy Roddick, em Nova York, a tenista afirmou que seguirá extravasando emoções quando achar necessário.
“Se eu tiver que gritar, vou gritar. Se precisar jogar a raquete no chão, vou fazer isso — desde que eu mantenha o controle e não machuque ninguém,” disse Sabalenka.
Ela contou que, no começo da carreira, tentou domar os nervos com métodos clássicos, como respiração e contagem até dez, mas percebeu que a busca por perfeição estava lhe fazendo mal.
“Lá atrás eu tentava seguir todas as regrinhas: respirar fundo, contar até dez, ficar calma. Com o tempo, entendi que gastei energia demais tentando ser perfeita, e isso me destruía por dentro,” afirmou. “Passei a me perguntar quem eu era de verdade. Às vezes é melhor arremessar a raquete, pagar a multa, me sentir leve e seguir o jogo.”
Para Sabalenka, permitir-se extravasar trouxe mais foco para a competição. “Quando eu aceito esse lado, aquela agressividade que me consumia por dentro some; consigo concentrar no tênis e no que preciso fazer em cada ponto,” disse a jogadora.
A número 2 do mundo também falou sobre o peso da expectativa e como passou a encarar a pressão constante do circuito. “Chega um momento em que você entende que vai conviver com a pressão o tempo todo. Ela fica ali, no fundo da cabeça, e faz parte da carreira que escolhi,” disse.
Segundo Sabalenka, não há por que lutar contra algo que é inevitável no esporte e na vida. “Todo mundo lida com algum tipo de pressão. Não é algo exclusivo do tênis. Então, tento colocar minha energia no que eu posso controlar e melhorar a cada dia,” afirmou.
