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US Open

“Decidiram matar o tênis,” diz ex-top 12 sobre horários do US Open

Por Redação Brasil Tênis

O final do duelo entre Ben Shelton e Carlos Alcaraz já durante a madrugada acendeu um debate pesado sobre os horários do US Open. Indignado com o jogo que terminou às 3h33 em Nova York, o ex-nº 12 do mundo Paolo Bertolucci foi direto ao ponto nas redes sociais.

“Decidiram matar o tênis,” escreveu Bertolucci. O italiano, hoje comentarista, ampliou a crítica ao relacionar a maratona noturna com o aumento de lesões no circuito. “Pedir que um atleta jogue às 3h da manhã é perseguir um plano diabólico para destruir o tênis.”

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A partida que motivou a reação do ex-jogador foi a vitória épica de Shelton sobre o atual campeão Alcaraz em cinco sets, depois de 4h28 na Arthur Ashe. O placar marcou 6/7 (5), 6/1, 6/3, 1/6 e 7/6 (7). O duelo só começou depois das 23h, reflexo de um dia arrastado na quadra principal. Mais cedo, Frances Tiafoe precisou de 4h38 para superar Alex Michelsen, também em cinco sets.

O jogo foi o que terminou mais tarde em toda a história do US Open. Antes, a marca de término mais tardio pertencia a Alcaraz x Jannik Sinner, concluído às 2h50 em 2022. Em 2026, a tendência de noites longas se repetiu: três jogos na primeira semana passaram das 2h, e diversos outros ultrapassaram a meia-noite.

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Até lendas do circuito enfrentaram situações atípicas. No primeiro jogo, Venus Williams e Sofia Kenin só foram à quadra às 0h13, o início mais tardio já registrado no torneio. “Não é o ideal. Eu preferiria outra coisa, com certeza,” disse Venus. Alexander Zverev também conviveu com maratonas, terminando seus dois primeiros confrontos de cinco sets às 1h55 e 2h15.

As críticas ecoaram além de Bertolucci. Finalista do US Open em 1997, Greg Rusedski pediu soluções imediatas. “Acho que é preciso encontrar algum tipo de solução,” disse o britânico. Rennae Stubbs classificou o desfecho às 3h30 como insano e levantou dúvidas sobre a recuperação de Shelton para a sequência do torneio. Jessica Pegula, por sua vez, questionou o impacto para atletas e público, e sugeriu antecipar o início da sessão noturna em uma hora.

Nos bastidores, o tema não é novo. Neste ano, ATP e WTA passaram a orientar que jogos não entrem em quadra depois das 23h nos torneios do circuito, salvo exceções aprovadas, e que partidas não iniciadas até 22h30 sejam movidas de quadra. As regras, porém, não se aplicam automaticamente aos Grand Slams.

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O US Open implementou uma diretriz própria: dar ao árbitro-geral a possibilidade de transferir uma partida ainda não iniciada caso o segundo jogo da sessão noturna na Ashe não tenha começado até 23h15. A decisão, no entanto, depende de fatores como transmissão, equipes de bola e disponibilidade de outras quadras.

Outros Majors lidam de forma diferente com o tema. Wimbledon precisa parar às 23h por causa do toque de recolher local. Em Roland Garros, a sessão noturna tem apenas um jogo.

SOBRE O AUTOR

Redação Brasil Tênis

A Redação Brasil Tênis é responsável pela produção e edição do conteúdo publicado no site, com foco na cobertura diária do circuito profissional de tênis, análise de resultados, bastidores e contextualização do esporte para o público brasileiro.

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