Alcaraz diz que está no “caminho certo” e vê vantagem na reta final

Depois de vencer Karen Khachanov no ATP de Viena, Carlos Alcaraz saiu da quadra com a sensação de que o melhor nível está de volta. O espanhol comparou o momento atual ao início da temporada, quando conquistou o Australian Open, e garantiu que a direção é a certa.
“Estou no caminho certo, estou dando os passos certos e feliz com o que tenho feito ultimamente. Pudemos ver hoje que joguei um grande tênis. O que preciso é pegar a consistência que estava no começo do ano, jogando um grande tênis e achando as soluções todos os jogos, é isso que quero pegar de volta e acredito que estou dando os passos corretos. Estou no caminho”, disse ele.
Alcaraz ficou quatro meses e meio parado por lesão no punho e disputa apenas o terceiro torneio desde o retorno em abril.
Por ter jogado menos, ele acredita carregar uma carta a seu favor nesta reta final, que inclui Viena, o Masters de Paris e o ATP Finals.
“Obviamente não joguei muitas partidas o que significa que provavelmente não esteja exausto como se tivesse jogado o ano inteiro. Quero levar isso como uma vantagem. Eu realmente quero competir pois eu senti falta, estou curtindo, estou saudável e estou preparado para superar os problemas que possa ter. Não vou iniciar a pré-temporada mais cedo por causa disso, vou tentar fazer as mesmas coisas que sempre fiz e vou começar quando tiver tempo”, disse.
O número 3 do mundo também contou bastidores da preparação na capital austríaca. Em um dos treinos, levou a pior diante de Andrey Rublev, resultado que, segundo ele, virou combustível para ajustes finos.
“Quando estava treinando com o Rublev eu perdi de 6 a 2, mas estava jogando bem, mas ele estava injogável , batendo muito forte no forehand e eu não pude ser agressivo e é por isso que deixei a quadra um pouco chateado, mas também pensando que estava fazendo as coisas certas. Ás vezes você enfrenta caras que não lhe deixam jogar, mas naquele dia eu fiz muitas coisas boas e aprendo muito com esses tipos de dia”.
Entre um ponto e outro, Alcaraz também comentou sobre o ambiente do torneio, especialmente o volume do som nas paralisações. Para ele, é questão de adaptação.
“Eu diria que é um pouco alto demais, não vou mentir, mas é no momento dos intervalos que são os momentos dos fãs, então não há razão para mudar, mas quando você se acostuma você fica focado nas suas ideias, na sua cabeça , não importa o que aconteça fora, me acostumei”.
