Bia Haddad estreou com vitória no WTA 125 de La Bisbal, na Espanha, derrotando a anfitriã Andrea Lazaro, número 146 do mundo. A brasileira venceu por 6/3 e 7/6 (5) em 2h03 de partida, avançando às oitavas de final, onde vai enfrentar a vencedora do jogo entre Ashlyn Krueger e Storm Hunter.
O resultado traz algum alívio para Bia, mas não esconde o momento complicado que a brasileira atravessa.
Bia soma apenas 3 vitórias em 12 partidas na temporada de 2026, números que a colocam entre as jogadoras com pior aproveitamento no top 100 neste ano. Na semana passada, ela foi eliminada na primeira rodada do Masters de Madrid com um duplo 6/1 pela espanhola Jessica Bouzas Maneiro – na terceira derrota consecutiva para a mesma adversária.
O momento contrasta com outras fases da carreira de Bia. Em 2023, a brasileira chegou a ser 10 do mundo, fez semifinal em Roland Garros e final no WTA 1000 de Toronto. Hoje, ocupa a 69ª posição e, com a eliminação precoce em Madrid, defende 60 pontos que podem ser perdidos caso ela não mantenha bons resultados em La Bisbal.
Se não chegar pelo menos à final em La Bisbal, Bia cairá para o 79º lugar do ranking, comprometendo ainda mais seu posicionamento para Roland Garros.
A mudança de técnico — Bia iniciou recentemente uma parceria com o espanhol Carlos Martinez Comet — ainda não se traduziu em resultados consistentes. A vitória desta segunda foi importante para manter a confiança, mas o jogo contra Lazaro expôs fragilidades: após abrir 4/0 no primeiro set, Bia viu a adversária encostar em 4/3 antes de fechar.
No segundo set, a brasileira desperdiçou vantagens de 2/0 e 4/2, foi quebrada repetidas vezes e só garantiu a vitória no tie-break.
O saibro é a superfície onde Bia construiu os maiores resultados da carreira. Com Roma e Roland Garros no horizonte, a janela para a brasileira reencontrar seu nível está se fechando. La Bisbal, um torneio de menor porte, é a oportunidade de somar pontos, ganhar ritmo e, acima de tudo, reconstruir a confiança.










