O reinado de Aryna Sabalenka no topo do ranking WTA — que já dura 86 semanas seguidas — pode estar perto do fim. A temporada de grama coloca a bielorrussa numa posição vulnerável: ela tem muito mais pontos a defender do que Elena Rybakina, a perseguidora que finalmente tem chances de ameaçar a liderança.
O problema de Sabalenka não é novo, mas ficou exposto no saibro. A eliminação nas quartas de Roland Garros foi mais um capítulo da sua dificuldade fora das quadras duras — terreno onde construiu seu domínio. Enquanto isso, Rybakina construiu uma temporada sólida, coroada pelo título do Australian Open, e passou a render bem até em superfícies que antes lhe eram hostis.
A diferença no ranking, de 947 pontos, engana. O que realmente importa agora é quanto cada uma tem a defender — e aí a conta pende para a cazaque.
Sabalenka precisa defender 975 pontos na grama (semifinais de Berlim e de Wimbledon em 2025), enquanto Rybakina defende apenas 238 (quartas em Berlim e terceira rodada em Wimbledon).
A motivação de Rybakina é evidente. Ela se inscreveu também em Bad Homburg, na semana que antecede Wimbledon, num sinal de que pretende espremer cada ponto possível da gira.
Há ainda o fator emocional: foi em Wimbledon que ela foi campeã de Grand Slam, em 2022, o que torna a grama um terreno onde Rybakina pode render acima da média — mesmo vindo de tropeços recentes em Paris e Queen’s.
Sabalenka, por outro lado, carrega uma pendência justamente em Wimbledon: é o único Grand Slam em que nunca chegou à final, parando nas semifinais em 2021, 2023 e 2025.












