Jannik Sinner estaria envolvido em um movimento de jogadores que ameaça boicotar o torneio de duplas mistas do US Open deste ano — uma forma de pressão na disputa com os organizadores dos Grand Slams por uma maior premiação.
A informação é do jornal britânico The Times, que diz que os tenistas exigem um aumento de pelo menos 16% na premiação em relação à edição anterior.
A escolha do alvo não é aleatória. As duplas mistas foi completamente reformulada pela organização do US Open no ano passado, com uma chave reduzida, que foi concentrado em apenas dois dias, com premiação ampliada e a presença de estrelas como Sinner, Carlos Alcaraz, Novak Djokovic e Iga Swiatek.
A aposta funcionou no aspecto midiático e se tornou uma grande fonte de receita para o torneio. Justamente por depender das grandes figuras, o evento ficou vulnerável: se os astros se ausentarem de forma coordenada, o impacto seria imediato e difícil de ignorar.
O envolvimento de Sinner é o ponto-chave. Por ser o número 1 do mundo e uma das vozes mais visíveis do movimento, sua adesão pode funcionar como gatilho para que outros jogadores de primeira linha se somem à pressão. Há semanas, o italiano já havia falado abertamente sobre a falta de respeito que muitos atletas sentem por parte dos organizadores dos Grand Slams.
O possível boicote, porém, ainda está longe de se concretizar — ninguém confirmou publicamente que vai abrir mão do torneio. Trata-se de uma ameaça latente em mais um capítulo de uma ofensiva que cresce há meses. Os jogadores reivindicam não apenas uma fatia maior das receitas, mas também mais representatividade nas decisões e melhorias ligadas ao seu bem-estar.
A campanha já produziu reações. Roland Garros enfrentou protestos, e Wimbledon anunciou um aumento de cerca de 20% na premiação — considerado insuficiente por boa parte dos tenistas. Agora a pressão se volta para a USTA, organizadora do US Open.












