Medvedev demite treinador e engrossa uma lista crescente

A troca de treinadores está se tornando cada vez mais comum no tênis masculino. Depois de Felix Auger-Aliassime, foi a vez de Daniil Medvedev anunciar mudanças no time técnico: o russo dispensou o sueco Thomas Johansson, segundo informou a jornalista russa Sofya Tartakova.

Johansson havia assumido o posto após o fim de uma das parcerias mais longevas do circuito – os oito anos de trabalho entre Medvedev e o francês Gilles Cervara. A nova parceria, no entanto, durou pouco e foi marcada por uma sucessão de altos e baixos que nunca permitiu ao ex-número 1 do mundo reencontrar a regularidade de seus melhores anos.

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O balanço explica a decisão. Medvedev conquistou o título de Dubai e chegou à final de Indian Wells, resultados que sugeriam uma retomada consistente – mas o saibro trouxe de volta os fantasmas. 

O russo levou um pneu – perdeu um set por zero – logo na entrada da temporada em Monte Carlo, diante de Matteo Berrettini, e, apesar da semifinal em Roma, caiu na estreia de Roland Garros

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Em Wimbledon, foi eliminado precocemente por Jan-Lennard Struff, numa partida em que chegou a abrir vantagem nos três sets e ainda assim perdeu – um retrato fiel da crise de confiança que o acompanha.

A demissão de Johansson expõe o momento delicado de um jogador que já foi o melhor do mundo e campeão do US Open, mas que hoje luta para reencontrar a solidez mental que o tornava quase indestrutível nas partidas longas. Sem treinador definido, Medvedev busca uma nova reinvenção antes da gira norte-americana de quadra dura – superfície em que historicamente rende mais e onde precisará de resultados para não seguir escorregando no ranking.

Medvedev não está sozinho. O fim de Wimbledon desencadeou uma onda de rupturas: Felix Auger-Aliassime encerrou dez anos de parceria com Frédéric Fontang, o técnico que o acompanhava desde os 16 anos, dias após a derrota épica para Djokovic; o tcheco Jiri Lehecka anunciou no mesmo dia o fim de oito anos ao lado de Michal Navratil; e, semanas antes, Stefanos Tsitsipas rompeu de forma definitiva com o pai, Apostolos, passando a ser treinado por Thomas Perrin, da academia de Mouratoglou.

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