A oportunidade de ouro que Sinner tem no Masters de Monte Carlo

Jannik Sinner chega ao Masters de Monte Carlo com uma oportunidade de ouro: conquistar seu primeiro grande título no saibro e, de quebra, assumir o posto de número 1 do mundo. 

O italiano, que acaba de completar o Sunshine Double com os títulos consecutivos de Indian Wells e Miami, nunca esteve em melhor forma para enfrentar a superfície que historicamente lhe dá mais trabalho.

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O currículo de Sinner no saibro não condiz com o nível que ele apresenta nas outras superfícies. Em toda a carreira, tem apenas um título nesse piso — o ATP 250 de Umag em 2023, quando derrotou justamente Carlos Alcaraz na final. 

Nos torneios maiores, chegou à final de Roma e de Roland Garros no ano passado, mas não levantou o troféu em nenhum dos dois. É o buraco mais visível no currículo de um jogador que já venceu quatro Grand Slams e seis Masters 1000.

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Monte Carlo, especificamente, sempre foi um torneio complicado para o italiano. Sua melhor campanha no Principado se resume a duas semifinais, em 2023 e 2024 — na primeira caiu para Holger Rune após vencer o primeiro set, na segunda perdeu para Stefanos Tsitsipas em três sets. 

Também fez quartas de final em 2022, quando foi eliminado por Alexander Zverev, e caiu na segunda rodada em 2021, contra Novak Djokovic, em sua estreia no torneio. Em 2025, não pôde jogar por conta de sua suspensão por doping.

A transição brusca da quadra dura para o saibro, com poucos dias entre Miami e Monte Carlo, é parte do problema. Sinner sempre sofreu nesse período de adaptação, e o saibro exige um tipo de esforço físico que é o verdadeiro calcanhar de Aquiles do italiano. Partidas longas, com rallies desgastantes, testam os limites de seu corpo de uma forma que a quadra dura não costuma exigir.

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Mas há razões para acreditar que este ano pode ser diferente. O Sinner de 2026 é taticamente mais completo do que o de anos anteriores. Passou a usar drop shots com mais frequência, algo essencial para quem quer vencer no saibro, e seu saque — que atingiu níveis históricos de precisão no Sunshine Double — pode continuar sendo uma arma mesmo em uma superfície onde os pontos de graça são mais raros. 

A conta do ranking é clara: para tomar o número 1 de Alcaraz, Sinner precisa chegar ao menos às semifinais e terminar o torneio uma rodada à frente do espanhol a partir das quartas — ou simplesmente vencer o torneio. Alcaraz, que defende o título conquistado no ano passado, tem muitos pontos em jogo e qualquer tropeço pode abrir a porta para a troca no topo.



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