Aryna Sabalenka inicia sua caminhada em Wimbledon com a missão de conquistar o único Grand Slam que falta em sua coleção – mas o sorteio reservou à número 1 do mundo um caminho minado de campeãs de Slam praticamente em todas as rodadas decisivas.
A estreia é teoricamente tranquila: a bielorrussa enfrenta a qualifier sérvia Tena Kostovic, 168ª do mundo. Na segunda rodada, o adversário sai do confronto entre a americana McCartney Kessler e a ucraniana Oleksandra Olynykova.
A partir da terceira rodada, no entanto, o desafio aumenta consideravelmente. Na terceira fase, Sabalenka já pode cruzar com uma campeã de Grand Slam. As candidatas são a britânica Emma Raducanu, campeã do US Open de 2021 e cabeça de chave 30, que estreia contra a croata Antonia Ruzic, ou a letã Jelena Ostapenko, campeã de Roland Garros em 2017, que abre o torneio diante da local Harriet Dart.
Nas oitavas de final, o caminho projeta a japonesa Naomi Osaka, ex-número 1 do mundo e dona de quatro títulos de Grand Slam, que estreia contra a francesa Elsa Jacquemot.
E nas quartas, Sabalenka pode encontrar Mirra Andreeva, a jovem russa que conquistou Roland Garros há poucas semanas. Andreeva, porém, terá ela própria um caminho duro: pode pegar a tcheca Barbora Krejcikova, campeã de Wimbledon em 2024, já na segunda rodada, e a campeã olímpica Zheng Qinwen na terceira.
O retrato da chave reflete um momento de transição no tênis feminino, em que várias campeãs de Slam convivem num mesmo lado do sorteio.
Para Sabalenka, que defende a liderança do ranking sob a ameaça de Elena Rybakina, o desafio é duplo: superar uma sequência de adversárias de altíssimo nível e, ao mesmo tempo, exorcizar o fantasma de Wimbledon – único Major em que nunca chegou à final, parando nas semifinais em 2021, 2023 e 2025.











