Jack Draper, o ex-top 5 do mundo e atual 131º do ranking ATP, anunciou hoje que não vai jogar em Wimbledon por causa de uma lesão no braço – em mais um capítulo de uma temporada marcada por diversas lesões.
Com a baixa, o lucky loser sérvio Dusan Lajovic assume a vaga na chave e enfrentará o americano Taylor Fritz, sétimo cabeça de chave, que seria o adversário de Draper na estreia.
A notícia surpreende pelo timing. Ainda no domingo, Draper deu entrevistas no All England Club sem mencionar qualquer problema físico, falando com entusiasmo sobre a nova parceria com o treinador Andy Murray, bicampeão de Wimbledon (2013 e 2016) e ex-número 1 do mundo.
A desistência aprofunda um ano para esquecer. Draper já havia perdido o Australian Open e Roland Garros e agora fica fora do terceiro Grand Slam da temporada. O britânico disputou apenas cinco torneios em 2026 e acumula cerca de sete meses de inatividade entre idas e vindas provocadas por problemas físicos – uma sequência cruel para quem, há pouco mais de um ano, chegou a ser o quarto do mundo.
A volta às quadras havia acontecido justamente na semana passada, em Eastbourne, onde ele venceu três partidas e fez uma boa campanha até cair na semifinal – o que tornava a expectativa por Wimbledon ainda maior.
O caso de Draper é mais uma frustração para o público britânico, que sofreu outro baque na noite de domingo. Emma Raducanu, campeã do US Open de 2021, também desistiu de Wimbledon, por conta de uma lesão na perna. A jovem vinha de uma boa fase, com final no WTA 500 de Queen’s, em Londres, e era uma das esperanças da torcida da casa no torneio.
As duas baixas se somam a uma lista cada vez maior de ausências em Wimbledon. Já são 18 desistências entre as chaves de simples masculina e feminina, incluindo nomes como Carlos Alcaraz, Lorenzo Musetti e Victoria Mboko.












