O retorno de Carlos Alcaraz segue cercado de incertezas – e um ex-top 5 do circuito acaba de acender um novo alerta. Greg Rusedski disse que ficaria “muito surpreso” se o espanhol conseguir disputar o US Open, o último Grand Slam do ano, mesmo com o plano do murciano de voltar às quadras em Cincinnati.
A dúvida do britânico nasceu ao analisar um vídeo de treino publicado pelo próprio Alcaraz. “Ficaria muito surpreso se ele jogasse o US Open, porque o que notei ao ver o vídeo é que ele bate na bola com pouca força, mal toca na bola e faz certos movimentos,” disse Rusedski em seu podcast ‘Off Court’.
“E quando sacava, você percebeu que ele não deu um único saque? Fazia o movimento completo, aterrissava, deixava a bola cair e depois recomeçava o movimento. Publicar um vídeo assim imagino que sirva de publicidade para dizer ‘olhem, estou trabalhando duro para tentar me recuperar,’ mas isso me gera mais perguntas do que respostas e me indica que há algo bem mais sério, se ele realmente não está batendo bem na bola.”
O ponto do britânico tem lógica. Uma coisa é voltar em Cincinnati, torneio disputado em melhor de três sets; outra, bem diferente, é encarar partidas em melhor de cinco em Nova York, com uma lesão tão delicada quanto a do pulso.
Alcaraz, que defende o título do US Open e uma montanha de pontos na reta final da temporada, terá em Cincinnati – que começa em 13 de agosto – o teste decisivo para tomar essa decisão.
“Sentimos falta dele, sejamos honestos. Aquela rivalidade entre Sinner e Alcaraz foi incrível durante esses dois anos, e aquela partida de Roland Garros foi minha favorita de todos os tempos,” disse o britânico. “A boa notícia é que Zverev deu um passo à frente desde que ele saiu, desde o Australian Open. Essa é a boa notícia, mas nós precisamos dele.”










