Greg Rusedski – o ex-número 4 do mundo e analista do Tennis Channel – não acredita no retorno de Carlos Alcaraz para Wimbledon, e apontou Novak Djokovic como o grande candidato a aproveitar a ausência do número 2 do mundo na grama londrina.
As declarações foram dadas durante seu podcast “Off Court with Greg” que
“Com o Carlos fora, não acho que ele vai voltar para Wimbledon este ano,” disse Rusedski em seu podcast Off Court with Greg. “Acho que é aí que o Djokovic está pensando: ‘É onde eu quero chegar ao meu auge. É onde quero estar o mais saudável possível.’”
Rusedski traçou um cenário em que Djokovic usa Roland Garros como preparação e mira Wimbledon como o grande objetivo da temporada. “Ele vai tentar ganhar ritmo em Paris, talvez jogar alguns torneios na grama, e depois chegar ao auge para Wimbledon. Nunca o descarte. Se o Novak estiver saudável e o corpo permitir, ele pode vencer qualquer um. Ele ainda é bom assim. Mas dá para sentir que momentos importantes estão chegando nas próximas semanas.”
Sobre Alcaraz, o britânico foi enfático ao defender a decisão do espanhol de priorizar a recuperação.
“Sempre sentimos falta do Carlos, mas ele está fazendo a coisa certa. Saúde é o seu bem mais precioso. Ele não quer ser como Juan Martín del Potro, que voltou cedo demais, teve lesões demais no pulso e nunca conseguiu realizar o enorme potencial que tinha. Que grande jogador perdemos por longos períodos.”
Alcaraz está afastado desde o ATP de Barcelona, em meados de abril, quando sofreu uma tenossinovite no pulso direito que o tirou de Madrid, Roma e Roland Garros. O espanhol, bicampeão em Paris e finalista de Wimbledon no ano passado, perderá 2.000 pontos com a ausência em Roland Garros e defende pontos significativos também em Queen’s e Wimbledon.
Ainda assim, sua vantagem de mais de 6.000 pontos sobre Zverev no ranking deve mantê-lo confortavelmente no top 3 mesmo com a inatividade.
Para Rusedski, a ausência de Alcaraz torna Wimbledon uma oportunidade de ouro para Djokovic. O sérvio, que busca o 25º Grand Slam da carreira, pode chegar a Londres como o jogador mais descansado entre os favoritos — enquanto Sinner acumula seis Masters 1000 consecutivos e um possível Roland Garros nas costas. “Se o Alcaraz não estiver totalmente em forma e o Sinner não estiver no seu melhor na grama, então Wimbledon se torna uma grande oportunidade para Djokovic,” resumiu.










