Paula Badosa engrenou no saibro com duas semanas de bom nível, coroada com o título em Bastad e a final do WTA 250 de Iasi, encerrada com desistência por lesão. A sequência rendeu o retorno ao top 100 e a vaga direta na chave principal do US Open, aliviando a pressão para a gira norte-americana de quadras duras, desde que o físico permita.
O bom momento, no entanto, veio acompanhado de uma polêmica na Romênia. Na semifinal em Iasi, no início do terceiro set, a espanhola errou um voleio claro na rede e, tomada pela frustração, arremessou a raquete em direção à placa de publicidade, com o objeto quase chegando à área das arquibancadas.
A árbitra aplicou apenas uma advertência, mas o lance reverberou nas redes e reacendeu o debate sobre conduta em quadra.
Quem não deixou passar foi Rennae Stubbs, ex-treinadora de Serena Williams e campeã de quatro Grand Slams nas duplas femininas. Em seu podcast, a australiana foi dura com a decisão da arbitragem e com o gesto de Badosa. “É desclassificação automática. Foi uma vergonha”, disse ela.
Stubbs explicou por que, na visão dela, a punição deveria ter sido mais severa. “Como jogadora, quando você solta a raquete, o que acontecer depois é sua responsabilidade. Não importa se foi ‘azar’”, disse, ao criticar o argumento de que o objeto não atingiu o público.
Para a ex-número 1 de duplas, tolerância zero é a única forma de coibir episódios semelhantes. “Você tinha a raquete na mão e a soltou. Se ela vai parar na arquibancada, você deve ser desclassificada imediatamente; é a única maneira de evitar que isso aconteça”, completou.











