Carlos Alcaraz ainda não bateu o martelo sobre sua presença no Masters 1000 de Cincinnati. Mesmo na lista de inscritos e com a expectativa de retomada no torneio, o espanhol deve decidir apenas em cima da hora se entra ou não em quadra, informou o jornal La Verdad, de Murcia.
O plano da equipe é elevar a carga de treinos de forma gradual. Alcaraz já voltou às atividades, mas em ritmo controlado. Como se trata do punho, uma região sensível para quem depende tanto da explosão nos golpes, o grupo optou por seguir com cautela antes de confirmar o calendário.
Na última aparição pública, durante a final da Copa do Mundo, o espanhol usava uma pequena proteção no punho direito. O detalhe chamou a atenção de Andy Roddick, que comentou o tema em seu podcast.
“Pensei: ‘Meu Deus, isso não é bom’. Mas, no lugar dele, cercado de gente e com um problema no punho, eu certamente faria algum gesto de ‘não aperte minha mão’. Talvez seja só isso”, disse o ex-número 1 do mundo.
Roddick valorizou a postura conservadora do espanhol e defendeu que a volta aconteça no tempo certo. “A gente quer ver o Alcaraz brigando de novo, mas, sendo prático, ele tem que ir com calma, o caminho é longo. Ele não parece estar forçando nada nem vendendo uma data que faça você pensar: ‘Tem certeza de que está pronto?’”, ponderou o campeão do US Open de 2003.
Para o norte-americano, até a proteção vista recentemente pode ser parte do cuidado. “Com ou sem proteção, eu usaria alguma coisa mesmo se estivesse praticamente bem. Todo mundo vai ficar de olho nesse punho até vê-lo entrar em quadra e bater forte na bola.”












