Ben Shelton conseguiu defender o título no Masters 1000 Montreal ao vencer a final contra Brandon Nakashima por 6/3 e 7/6 (4). O canhoto de 23 anos — que havia sido campeão em Toronto no ano passado —, fatura seu segundo Masters da carreira e sobe para o 6º lugar do ranking.
Foi o sétimo troféu de ATP do norte-americano e o quarto na temporada, que já inclui conquistas em Dallas, Munique e Stuttgart. As vitórias em pisos diferentes confirmam a versatilidade do novo campeão de Montreal.
O saque fez a diferença. Shelton disparou sete aces, não enfrentou break-points e ganhou 86% dos pontos com o primeiro serviço. No primeiro set, pressionou desde cedo, abriu vantagem e fechou com autoridade. A segunda parcial foi equilibrada do começo ao fim, com Nakashima salvando um momento de aperto no fim e levando ao tiebreak, mas o atual campeão manteve a frieza para confirmar a vitória.
O domínio recente no confronto direto também pesou: agora são seis vitórias em seis jogos contra Nakashima no circuito. Na final, Shelton liderou a contagem de bolas vencedoras e cometeu menos erros, especialmente com o forehand, que rendeu pontos importantes nos momentos decisivos.
O resultado consolida um feito raro neste século: Shelton é apenas o quarto tenista a defender o título no Canadá, juntando-se a Andy Murray (2009-2010), Novak Djokovic (2011-2012) e Rafael Nadal (2018-2019). Entre os nascidos nos anos 2000, ele passa a figurar ao lado de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz como donos de dois ou mais troféus de Masters 1000.
Finalista pela primeira vez em um Masters 1000, Nakashima, de 25 anos, deixa o torneio com 650 pontos, prêmio de US$ 612.340 e o melhor ranking da carreira, no 22º lugar. A semana no Canadá representa o maior resultado do californiano nesse nível de competição.












