Nick Kyrgios foi suspenso provisoriamente por uso de cocaína e recebeu a confirmação do teste positivo no mesmo dia em que enfrentou João Fonseca no UTS, realizado no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
A sequência de datas ajuda a entender o impacto imediato na agenda do australiano e por que o episódio se tornou o principal ponto de sua temporada.
O caso começou em 22 de junho de 2026, quando Kyrgios forneceu uma amostra durante o ATP 250 de Mallorca, na grama. Em 17 de julho, um laboratório credenciado confirmou a presença de benzoilecgonina, metabólito da cocaína.
Foi justamente nesse dia que o australiano bateu Fonseca por 3 a 0 no torneio de exibição no Rio. Ele também havia jogado contra Guto Miguel no dia 16. O UTS acabou sendo seu último compromisso em quadra no período.
A ITIA determinou suspensão provisória obrigatória a partir de 4 de agosto de 2026, e o caso foi anunciado em 19 de agosto. Pela regra antidoping do tênis, a cocaína é considerada estimulante e está na lista de substâncias de abuso, proibida em competições.
Quando o uso ocorre fora de competição, as sanções podem ser atenuadas, mas a coleta em Mallorca foi realizada durante um torneio, o que aciona automaticamente a medida cautelar.
Na prática, a suspensão impede Kyrgios de jogar, atuar como treinador ou sequer comparecer a eventos organizados ou sancionados por World Tennis, WTA, ATP, Grand Slams ou federações nacionais.
Ele tem direito de recorrer da decisão provisória, mas não apresentou recurso até o momento. A ITIA informou que oferece suporte ao atleta ao longo do processo.
A linha do tempo revela um intervalo entre a confirmação laboratorial, em 17 de julho, e o início da suspensão, em 4 de agosto, período no qual o australiano atuou apenas no evento de exibição no Rio e não apareceu na gira norte-americana. Antes disso, seu último torneio oficial havia sido a chave de duplas em Wimbledon.
Aos 31 anos, ex-número 13 do mundo em simples, Kyrgios volta a ter o calendário bloqueado em um momento chave da temporada.
Sem autorização para competir, seu retorno ao circuito dependerá do desfecho do processo disciplinar. Até lá, a expectativa se concentra nos próximos passos de defesa e em quando haverá uma definição sobre sua elegibilidade para voltar às quadras.










