O tenista argentino Facundo Bagnis aceitou uma suspensão de um ano após testar positivo em um exame antidoping. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela ITIA (Agência Internacional de Integridade do Tênis), que disse que a substância detectada foi a hidroclorotiazida, um diurético classificado como agente mascarante pelas regras antidoping do esporte.
O caso remonta a agosto do ano passado, quando o argentino disputava o qualificatório do US Open – torneio em que foi eliminado por James Duckworth.
Depois daquele episódio, Bagnis jogou apenas três Challengers, até desistir da disputa em Antofagasta sem sequer entrar em quadra contra o brasileiro João Lucas Reis da Silva. Em outubro do ano passado, ele optou por uma suspensão provisória enquanto a investigação corria – período que será descontado da punição.
Com isso, o argentino estará liberado para voltar ao circuito em outubro deste ano.
A sanção relativamente branda se explica pela cooperação do jogador. Ainda em novembro passado, foi o próprio Bagnis quem informou à ITIA que a origem do resultado positivo era um suplemento contaminado, apresentando documentação específica, recibos de compra e os registros da conversa com seu médico – que, segundo ele, havia receitado o produto garantindo não haver problema.
A comprovação da origem e a colaboração ao longo do processo evitaram um desfecho bem mais duro.
Ainda assim, o golpe é pesado para um jogador de 36 anos. Ex-número 55 do mundo, Bagnis hoje está além da 400ª posição do ranking e terá de esperar o fim da punição para tentar reconstruir a carreira.











