Um elemento fundamental na conquista de Jannik Sinner do bicampeonato de Wimbledon foi seu saque – e um dado sobre a segunda semana do Grand Slam deixa isso claro, mostrando como o italiano tem um dos melhores saques da história.
Ao longo de toda a segunda semana em Londres, Sinner cedeu apenas uma quebra de serviço. E ela veio nas quartas de final, diante de Jan-Lennard Struff.
Desde 1991, apenas dois jogadores conseguiram algo assim ou melhor na reta decisiva de um Grand Slam: Pete Sampras, que cedeu um break em Wimbledon 1997, e Andre Agassi, no Australian Open de 2003. Acima de todos, isolado, segue o próprio Sampras, único a atravessar a segunda semana de um Major sem perder o serviço uma única vez – no Wimbledon de 2000.
O mais impressionante é o contraste com o início do torneio. Sinner chegou a Londres sem ter disputado um único jogo oficial desde a derrota traumática em Roland Garros, e o saque demorou a engrenar: foi quebrado uma vez por Miomir Kecmanovic, duas por Nuno Borges e outras duas por Jenson Brooksby.
À medida que o torneio avançou, no entanto, o serviço ganhou uma consistência absurda. Contra Novak Djokovic, na semifinal, e contra Alexander Zverev, na final, o italiano praticamente não ofereceu brechas – o alemão teve apenas uma chance de quebra na decisão inteira.
Há ainda outro dado interessante. Logo na estreia, diante de Kecmanovic, Sinner disparou 31 aces, um novo recorde de sua carreira.











