Sob pressão, Grand Slams criam conselho de jogadores e debatem premiação

Os quatro maiores torneios do tênis mundial decidiram abrir espaço formal para a voz dos atletas.

O Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open concordaram em criar um conselho para tratar diretamente com os jogadores de temas que envolvem os Grand Slams, iniciativa que ganha peso no meio da disputa por uma fatia maior das receitas dos eventos.

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A medida surge após cerca de 18 meses de conversas e cobranças lideradas por nomes de ponta dos circuitos masculino e feminino, como os líderes dos rankings Jannik Sinner e Aryna Sabalenka.

No centro da pauta está a divisão do dinheiro: os jogadores pleiteiam que as premiações correspondam a 22% do que os torneios arrecadam, referência próxima ao modelo adotado pelas estruturas da ATP e da WTA.

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A discussão esquentou ao longo da temporada. Em Roland Garros, atletas de ambos os circuitos reduziram o tempo dedicado às entrevistas obrigatórias como forma de pressão. Um movimento semelhante ocorreu em Wimbledon, que mesmo com aumento de prêmios ainda distribuiu algo em torno de 14,4% de sua receita total aos participantes, índice considerado baixo pelos jogadores.

Por enquanto, ainda não há definição sobre a composição do novo conselho, como serão escolhidos os representantes e qual o peso efetivo deles nas decisões. Também segue em aberto a negociação sobre o percentual de receita destinado às premiações, ponto que deve continuar na mesa nas próximas semanas.

No horizonte imediato, o US Open promete novidades: a organização deve divulgar nesta quarta-feira os valores desta edição e há expectativa de superar, pela primeira vez, a marca de 100 milhões de dólares destinados aos jogadores, somando itens como hospedagem. O torneio em Nova York começa em 30 de agosto.

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A criação do conselho muda o tabuleiro político dos Slams e tende a impactar toda a base do circuito, inclusive os brasileiros.

Uma participação mais ativa nas decisões e eventuais ajustes nas premiações pesam diretamente no planejamento de calendário, nos custos operacionais e na preparação para os grandes eventos da temporada.



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